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Agronegócio
2 min de leitura

Agronegócio brasileiro avança em energia renovável e inclusão digital

Setor se destaca em sustentabilidade e capacitação durante a Agrishow 2026

Carlos Silva11 de maio de 2026 às 08:05
Agronegócio brasileiro avança em energia renovável e inclusão digital

O agronegócio brasileiro está se diversificando, unindo a necessidade de fornecer alimentos com práticas de descarbonização. Com um modelo produtivo inovador, o Brasil ganha destaque em questões energéticas, reafirmando sua posição em discussões internacionais sobre clima.

Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), ressalta que a matriz energética do Brasil é predominantemente renovável, o que destaca a contribuição do país para uma produção agrícola sustentável.

O Brasil possui mais de 50% de sua matriz energética baseada em fontes renováveis.

Transformações no Setor

Nos últimos cinco décadas, o agronegócio brasileiro sofreu uma transformação significativa, com a produção agrícola aumentando de 36 milhões para quase 350 milhões de toneladas. Esse avanço é atribuído mais a melhorias na produtividade do que à expansão da área cultivada.

A bioenergia é um componente central nessa evolução. Durante a Agrishow 2026, a Faesp apresentou o Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia, que visa integrar pesquisa e desenvolvimento com as demandas dos agricultores.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos avanços, a inclusão digital ainda é um desafio no campo. Muitos produtores enfrentam barreiras de conectividade que dificultam a adoção de tecnologias modernas essenciais para otimizar a gestão e melhorar a competitividade.

Com o objetivo de reduzir essas desigualdades, a Faesp organizou a participação de cerca de 10 mil pequenos e médios agricultores na Agrishow, promovendo caravanas em colaboração com outras instituições, como Sebrae e Senar.

A inclusão digital é fundamental para a eficiência no agronegócio.

Contexto Adicional

A Agrishow 2026 não apenas exibiu inovações tecnológicas, mas também promoveu a capacitação de 650 jovens em empreendedorismo, visando o desenvolvimento de novas gerações no setor agrícola.

Outro destaque foi a participação feminina no setor, com o programa Semeadoras do Agro reunindo 600 mulheres em atividades relacionadas à gestão e empreendedorismo.

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O crescimento do agronegócio requer não só tecnologia, mas também a valorização do capital humano e da inclusão digital

Tirso Meirelles.

Em um cenário global de crescente demanda por ações de descarbonização, o agronegócio brasileiro se estabelece como um fornecedor chave de alimentos e um líder em soluções energéticas sustentáveis.

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