Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de milho apresenta desempenho misto com baixa liquidez

Cotações flutuam em meio a jogo da Copa do Mundo

Carlos Silva30 de junho de 2026 às 08:40
Mercado de milho apresenta desempenho misto com baixa liquidez

A segunda-feira para o mercado de milho foi marcada por um comportamento misto, com baixa liquidez e negociações pontuais em várias regiões do Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, embora os contratos na B3 tenham recebido suporte do dólar, uma queda em Chicago e o ritmo reduzido de negócios, especialmente em um dia impactado pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, pressionaram os preços.

Na bolsa, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,61, registrando uma leve alta diária de R$ 0,32 e um ganho semanal de R$ 0,96. Por outro lado, setembro encerrou a R$ 67,64, com uma baixa de R$ 0,32 no dia, mas um avanço de R$ 0,99 na comparação semanal. O contrato de novembro terminou a R$ 70,87, com uma queda diária de R$ 0,13 e valorização semanal de R$ 0,76.

Situação no mercado físico

No mercado físico, a consultoria observou que o avanço da colheita da segunda safra perdeu força como fator de pressão em algumas praças. As temperaturas mais baixas começaram a causar preocupação entre os produtores, embora a demanda se mantenha limitada, já que os compradores estão bem abastecidos no curto e médio prazo.

As cotações variaram no Rio Grande do Sul, onde os preços flutuaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com uma média de R$ 59,11. Em Santa Catarina, as ofertas estavam próximas de R$ 65, enquanto a demanda rondava R$ 60. No Paraná, o mercado estava estagnado com referências em R$ 65 e compradores aceitando em torno de R$ 60 CIF.

A colheita da segunda safra está avançando, alcançando 3% da área plantada, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilavam entre R$ 49 e R$ 52 por saca, com a colheita atingindo apenas 2% da área cultivada. A oferta elevada, os estoques abundantes e a cautela dos compradores têm mantido os preços sob pressão, apesar da demanda constante do setor de bioenergia.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio