Mercado de milho apresenta desempenho misto com baixa liquidez
Cotações flutuam em meio a jogo da Copa do Mundo

A segunda-feira para o mercado de milho foi marcada por um comportamento misto, com baixa liquidez e negociações pontuais em várias regiões do Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, embora os contratos na B3 tenham recebido suporte do dólar, uma queda em Chicago e o ritmo reduzido de negócios, especialmente em um dia impactado pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, pressionaram os preços.
Na bolsa, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,61, registrando uma leve alta diária de R$ 0,32 e um ganho semanal de R$ 0,96. Por outro lado, setembro encerrou a R$ 67,64, com uma baixa de R$ 0,32 no dia, mas um avanço de R$ 0,99 na comparação semanal. O contrato de novembro terminou a R$ 70,87, com uma queda diária de R$ 0,13 e valorização semanal de R$ 0,76.
Situação no mercado físico
No mercado físico, a consultoria observou que o avanço da colheita da segunda safra perdeu força como fator de pressão em algumas praças. As temperaturas mais baixas começaram a causar preocupação entre os produtores, embora a demanda se mantenha limitada, já que os compradores estão bem abastecidos no curto e médio prazo.
As cotações variaram no Rio Grande do Sul, onde os preços flutuaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com uma média de R$ 59,11. Em Santa Catarina, as ofertas estavam próximas de R$ 65, enquanto a demanda rondava R$ 60. No Paraná, o mercado estava estagnado com referências em R$ 65 e compradores aceitando em torno de R$ 60 CIF.
✨ A colheita da segunda safra está avançando, alcançando 3% da área plantada, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilavam entre R$ 49 e R$ 52 por saca, com a colheita atingindo apenas 2% da área cultivada. A oferta elevada, os estoques abundantes e a cautela dos compradores têm mantido os preços sob pressão, apesar da demanda constante do setor de bioenergia.
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