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Agronegócio
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Agronegócio brasileiro enfrenta desafios em 2026/27 com El Niño

Expectativas apontam para margens apertadas e clima incerto

Camila Souza Ramos02 de julho de 2026 às 12:30
Agronegócio brasileiro enfrenta desafios em 2026/27 com El Niño

O agronegócio brasileiro deve enfrentar um ano repleto de desafios em 2026/27, com margens de lucro pressionadas e um mercado de crédito mais seletivo. O fenômeno El Niño, com potencial para ser intenso, traz incertezas sobre a produção e o preço das commodities agrícolas, segundo análises do Itaú BBA.

Projeções e Desafios

Durante uma coletiva em São Paulo, Pedro Fernandes, diretor de agronegócios do Itaú BBA, destacou a 'seletividade' como uma palavra-chave para o mercado. A rentabilidade em queda tem pressionado os produtores, que veem uma parte significativa de suas receitas destinada ao pagamento de dívidas, dificultando o financiamento para a nova safra.

Apesar do cenário de dificuldades, o Itaú BBA estima um crescimento de cerca de 10% na carteira de crédito para o agronegócio, sem considerar as oscilações cambiais.

Impactos do Clima

Os especialistas ressaltam que o clima será o maior fator de risco na próxima safra. Um El Niño forte pode resultar em perdas significativas em áreas agrícolas cruciais, como Mato Grosso, afetando o equilíbrio global entre oferta e demanda de grãos e provocando oscilações nos preços.

Expectativas para as Commodities

No que tange às expectativas, a produção de soja deve continuar elevada, acompanhada de uma oferta global ainda confortável, embora o aumento da área plantada esteja desacelerando. Para o milho, a atenção se volta para a segunda safra, com possíveis atrasos no plantio devido a questões climáticas.

Em relação ao algodão, prevê-se uma queda global na produção, mas um aumento nas exportações brasileiras. Já a cana-de-açúcar tem perspectivas de aumento na moagem no Centro-Sul, embora o resultado final dependerá das condições climáticas durante a colheita.

Desafios com Fertilizantes

Os analistas também avisaram sobre as dificuldades enfrentadas no setor de fertilizantes. A recente queda no preço da ureia trouxe um certo alívio para os produtores de milho, mas as preocupações persistem nos mercados de fosfatados e enxofre.

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