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Agronegócio
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AliançaBiodiesel critica proposta do Proconve MAR II pela descarbonização

Medidas para máquinas agrícolas podem desviar foco da descarbonização

Carlos Silva11 de maio de 2026 às 22:45
AliançaBiodiesel critica proposta do Proconve MAR II pela descarbonização

A AliançaBiodiesel expressou preocupações quanto às diretrizes propostas para o Proconve MAR II, que estabelece novas normas de emissão para veículos agrícolas e rodoviários. Esta iniciativa está sendo conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A associação, que envolve a Aprobio e a Abiove, destaca que a proposta foca na redução de poluentes das máquinas fora-de-estrada, mas ignora o essencial debate sobre descarbonização e a luta contra as mudanças climáticas.

A AliançaBiodiesel defende que o novo regulamento deveria enfatizar biocombustíveis, como biodiesel e etanol, em vez de priorizar adaptações nos motores diesel.

Segundo a AliançaBiodiesel, o modelo atual pode redirecionar investimentos de descarbonização para atualizar motores diesel, contradizendo a Lei do Combustível do Futuro por priorizar emissões locais em áreas menos populosas.

A associação também expressou preocupações sobre a execução das novas regras, mencionando a ausência de um sistema de controle pós-venda para máquinas agrícolas no Brasil. Isso poderia incentivar modificações não regulamentadas, comprometendo a eficácia das normas.

Outro ponto relevante é o impacto econômico da nova regulamentação. Estima-se que o preço das máquinas agrícolas possa aumentar entre 15% e 25%, especialmente em equipamentos menores voltados para a agricultura familiar.

Além disso, a mudança pode elevar os custos operacionais das máquinas em 9% a 20% por conta do uso obrigatório do diesel S10 e do Arla-32. A AliançaBiodiesel argumenta que empresas nacionais sem produção própria de motores enfrentarão custos mais altos comparados às multinacionais, o que pode aumentar a concentração do mercado.

Para a entidade, esse aumento de custos pode afetar as cadeias produtivas, impactando diretamente consumidores e produtores rurais.

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