Queda nos preços reflete sinais de consumo fraco e falta de novos acordos.

Os mercados globais de óleos vegetais fecharam a semana de 11 a 15 de maio em baixa, influenciados pela diminuição do consumo e desapontamento com a estagnação nas negociações de soja.
De acordo com a StoneX, essa queda é resultado de uma combinação de liquidação especulativa dentro do segmento de oleaginosas e a perda de suporte nos principais contratos internacionais.
✨ O contrato de julho do óleo de soja na CBOT caiu 2,9% na semana, fechando a US¢ 72,17 por libra-peso.
A pressão no mercado se intensificou após a reunião entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, que não trouxe novos compromissos de compra por parte da China, além do já conhecido acordo de 25 milhões de toneladas anuais.
A falta de novas informações reduziu o entusiasmo dos investidores, resultando em ajustes que também impactaram o preço do óleo de soja.
Apesar da queda semanal, o relatório WASDE de maio, do USDA, trouxe previsões otimistas para o uso do óleo de soja em biocombustíveis para 2026/27, indicando que o mercado ainda pode contar com essa demanda.
O óleo de palma também apresentou desempenho negativo, com o contrato de julho na Bursa fechando a US$ 1.117,8 por tonelada, uma redução de 2,97% ao longo da semana.
Fatores como a demanda reduzida da Índia e China, o estreitamento do desconto em relação ao óleo de soja e incertezas sobre a alocação de volumes subsidiados na Indonésia contribuíram para essa queda.
A semana foi marcada por um cenário de cautela no mercado, com os compradores reposicionando suas estratégias diante da ausência de novos estímulos comerciais.
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