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Agronegócio
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Alta no preço do óleo de soja reflete demanda global por biocombustíveis

Consultoria prevê aumento na produção devido à necessidade interna e global

Gabriel Azevedo06 de maio de 2026 às 10:40
Alta no preço do óleo de soja reflete demanda global por biocombustíveis

Em 2026, a previsão é que o preço do óleo de soja continue subindo em função da demanda global por biocombustíveis e das necessidades internas do Brasil, como indica a consultoria Argus.

A Argus estima que o óleo de soja representará 74% do mercado latino-americano neste ano, com um aumento moderado em relação aos 70% de 2025. Esse crescimento está atrelado à expectativa de maior mistura de biocombustíveis, que deverá impulsionar a produção de soja no país.

A valorização do óleo de soja é fortalecida por seu preço competitivo e por novas regulamentações em países que buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, o preço do óleo de soja aumentou significativamente, passando de R$ 2,5 mil para mais de R$ 6 mil a tonelada. A situação no Oriente Médio reforçou a necessidade de revisar estratégias de negociação na cadeia da soja, impactando tanto o abastecimento interno quanto as exportações.

A analista Nathalia Gianetti, da Argus, destaca que a guerra elevou os preços internacionais e, consequentemente, afetou a precificação do grão, além de mencionar que os mandatos regulatórios em países como Indonésia e Malásia também incrementam a demanda por óleos vegetais, incluindo o de palma.

Nos Estados Unidos, o aumento do consumo doméstico de óleos está ligado à alta nos níveis de biocombustíveis, com o óleo de canola ganhando espaço no mercado devido a mudanças nas regulamentações, criando uma concorrência adicional.

As recentes altas nos preços da soja criaram um descompasso na cadeia de processamento, conforme aponta Thaís Sousa, gerente de desenvolvimento de negócios na Argus. Apesar do aumento no preço do grão, os derivados, como farelo e óleo, reagiram mais tardiamente, o que pressiona a margem da indústria.

Essa divergência coloca em evidência a questão de quem será o responsável por absorver os custos mais elevados, uma vez que os preços e a demanda por farelo e óleo influenciam diretamente na rentabilidade do processo de esmagamento.

Com isso, espera-se que a indústria faça ajustes em suas estratégias de comercialização e processamento para restabelecer margens e manter a competitividade do setor frente a um ambiente em constante mudança.

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