A valorização do grão é impulsionada pela demanda e especulações de mercado

Os preços da soja estão em alta, refletindo as flutuações do petróleo no mercado internacional. Nesta segunda-feira, os lotes com entrega programada para julho na bolsa de Chicago subiram 1,62%, alcançando US$ 12,2275 por bushel.
Segundo a consultoria Royal Rural, essa valorização se deve, em grande parte, à alta de 5% do petróleo no mesmo dia, que acabou por resultar em um aumento de 1,81% para o óleo de soja. As novas metas de biocombustíveis nos Estados Unidos também estão elevando a demanda pela oleaginosa, o que acentua a atenção do mercado.
✨ Expectativas sobre exportações americanas e um possível acordo entre Trump e Xi Jinping aumentam a especulação no mercado.
Além disso, analistas estão observando a reunião marcada entre Donald Trump e Xi Jinping em 14 de maio, da qual se espera que resulte em um acordo onde a China aumente suas compras de soja dos EUA. A demanda interna e a perspectiva de expansão nas exportações estão fundamentando os preços atuais da soja.
Apesar da alta, a Royal Rural alerta que a permanência da soja acima de US$ 12 pode ser insustentável a longo prazo, pois isso pode restringir as margens do mercado interno e encarecer ainda mais o grão para a China, caso um novo acordo seja firmado.
O milho acompanhou a valorização, com preços subindo 1,15% para lotes com entrega em maio, agora avaliados em US$ 4,8575 por bushel. O aumento da demanda também é relevante, com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportando inspeções para exportação de 2,02 milhões de toneladas na semana encerrada em 30 de abril, em comparação com 1,65 milhão na semana anterior.
O trigo também apresentou leve elevação, com um aumento de 0,51% para contratos de julho que chegaram a US$ 6,41 por bushel.
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