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Agronegócio
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Alta nos preços do trigo afeta o Sul do Brasil

Escassez no fornecimento e aumento nas ofertas impulsionam mercado

Gabriel Azevedo21 de abril de 2026 às 08:40
Alta nos preços do trigo afeta o Sul do Brasil

Os preços do trigo estão em alta no Sul do Brasil, refletindo um mercado caracterizado por oferta limitada em algumas regiões. A TF Agroeconômica aponta que essa dinâmica é resultado de uma combinação de baixa disponibilidade no Rio Grande do Sul, aumento nas ofertas em Santa Catarina e uma discrepância entre transações imediatas e cotações futuras no Paraná.

No Rio Grande do Sul, a negociação permanece lenta, influenciada pela colheita da soja, com negócios realizados de forma pontual. As cotações variam entre R$ 1.250 para trigos de menor qualidade e até R$ 1.300 no interior, enquanto os vendedores demandam entre R$ 1.350 e R$ 1.400. Com apenas 260 mil toneladas disponíveis no estado, essa quantidade é considerada insuficiente até a próxima colheita, programada para outubro.

Expectativa de necessidade de importações deve sustentar altos preços.

O que se observa é uma pressão no mercado que pode resultar em compras no exterior, sustentando os preços em níveis de importação. Além disso, no campo, em Panambi, o custo da pedra subiu 3,51%, passando de R$ 57 para R$ 59 por saca.

Em Santa Catarina, embora haja boas quantidades disponíveis, os preços também aumentaram, com trigos ofertados em torno de R$ 1.300 FOB, com retiradas e pagamentos previstos para abril e maio. Durante o mesmo período, as cotações no Paraná e Rio Grande do Sul chegaram a R$ 1.400 FOB para moinhos em Santa Catarina.

Nos preços de balcão, observou-se estabilidade em localidades como Canoinhas, Rio do Sul, Chapecó e Xanxerê, enquanto houvera um aumento em São Miguel do Oeste e uma queda em Joaçaba. No Paraná, as transações do momento estão mais firmes do que as expectativas para maio e junho, com moinhos bem abastecidos oferecendo R$ 1.300 CIF.

Atualmente, os negócios imediatos registram entre R$ 1.400 FOB e R$ 1.450 CIF, ainda que de forma esporádica. Para os próximos meses, as expectativas tendem a recuar para a faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 CIF, influenciadas pela diminuição das paridades de importação com a queda do dólar.

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