Cerealista é condenado a quase 17 anos por estelionato no Paraná
Empresário foi acusado de fraudes contra produtores rurais

O empresário Celso Fruet, de 72 anos, recebeu uma condenação de 16 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, devido à prática de 124 crimes de estelionato contra agricultores em Campo Bonito, Paraná.
A decisão da Justiça foi proferida nesta sexta-feira e mantém Fruet sob custódia, após sua prisão preventiva em novembro do ano passado. O Ministério Público denunciou Fruet por ter enriquecido indevidamente em R$ 20,3 milhões ao fechar a cerealista em julho de 2025, sem quitar as dívidas com os produtores.
✨ O empresário também deve indenizar as vítimas em R$ 23,8 milhões e pagar uma multa que totaliza R$ 959,6 mil.
Conforme a denúncia, após fechar sua empresa, Fruet continuou operando no mercado, vendendo e recebendo grãos sem realizar os pagamentos devidos. Ele estava foragido até ser capturado pela polícia, e as vítimas apenas perceberam o golpe quando foram até a empresa e descobriram que as atividades haviam sido encerradas.
Silvana Alves, uma das agricultoras prejudicadas, expressou sua satisfação com a condenação, ressaltando que muitos agricultores, incluindo idosos, ficaram em dificuldades financeiras severas devido à ação de Fruet, que comprometeu suas economias para a sobrevivência.
O Ministério Público apresentou a denúncia formal em 10 de outubro de 2025, detalhando como Fruet, após a venda da empresa a uma cooperativa, continuou negociando com os produtores sem comunicar a transação. A promotora Ana Carolina Lacerda Schneider classificou as ações do empresário como claramente fraudulentas, destacando sua falta de responsabilidade em relação aos credores.
Ainda não houve retorno do advogado Roberto Brzezinski Neto, representante de Fruet, sobre a sentença.
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