Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Alta nos preços do trigo dispara preocupações sobre oferta

Mercados internacionais refletem incertezas nas lavouras de inverno

Acro Rodrigues22 de abril de 2026 às 08:15
Alta nos preços do trigo dispara preocupações sobre oferta

Os preços do trigo nos mercados internacionais estão em alta, preocupando analistas sobre a oferta e o desenvolvimento das lavouras. Essa movimentação é amplamente atribuída à deterioração das condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos.

De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato de maio do trigo brando SRW na Bolsa de Chicago apresentou aumento de 1,34%, alcançando 605,00 cents por bushel. Por sua vez, o contrato de julho subiu 1,11%, fechando a 612,75 cents. Em Kansas, o trigo duro HRW para maio também cresceu 1,34%, atingindo 643,50 cents, enquanto em Minneapolis, o trigo HRS para maio valorizou-se em 1,56%, alcançando 665,50 cents.

Na Europa, o trigo de moagem negociado na Euronext de Paris subiu 0,90%, com o preço passando para 195,75 euros. Os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ressaltam a deterioração nas lavouras, onde apenas 30% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, abaixo das expectativas do mercado.

No Kansas, um dos principais estados produtores, a situação é ainda mais crítica, com apenas 24% das lavouras apresentando boas condições. Além das questões climáticas, existem outros fatores que potencializam esse aumento, como a diminuição da área plantada na Austrália, por conta do alto custo da ureia, e as tensões geopolíticas na região de Ormuz, que acrescentaram incertezas ao cenário.

O avanço das exportações da Rússia tem atuado como um fator estabilizador na oferta global de trigo.

Com tais conjunturas, o trigo de inverno intensifica seu papel como um dos ativos mais voláteis no complexo agrícola atualmente.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio