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Agronegócio
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Anec projeta 110 milhões de toneladas de soja exportadas em 2026

Entidade registra crescimento nas exportações brasileiras de grãos

Carlos Silva07 de maio de 2026 às 12:10
Anec projeta 110 milhões de toneladas de soja exportadas em 2026

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) anunciou que prevê exportações de soja do Brasil de 110 milhões de toneladas ao longo de 2026, impulsionando o desempenho do setor agrícola no país.

No relatório divulgado nesta quinta-feira (07), a Anec informou que as exportações de grãos em maio devem totalizar 14,1 milhões de toneladas, uma queda em comparação com o recorde de abril, que foi de 16,1 milhões de toneladas.

Desempenho da Safra de Soja

A colheita da safra de soja 2025/2026 já atingiu 94,7% da área plantada, um progresso mais lento que o do ano anterior, quando esse índice era de 97,7%. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 43,2 milhões de toneladas de soja, superando as 40,1 milhões do mesmo período de 2025.

Projeção de 110 milhões de toneladas em 2026 supera recordes anteriores da soja no Brasil.

Exportações de Milho

Em relação ao milho, a Anec manteve sua estimativa de embarques em maio em 188 mil toneladas, que é uma diminuição em relação às 268 mil toneladas enviadas em abril. A plantação do milho safrinha foi finalizada no mês passado com uma produção prevista de 139,6 milhões de toneladas, embora esteja abaixo dos 141,2 milhões do ciclo anterior.

Reconhecimento Internacional

A Anec também destacou a validação da Organização Marítima Internacional para o transporte de etanol de milho, um biocombustível que agora é considerado compatível e aprovado, contribuindo para a descarbonização do setor naval.

Impactos dos Riscos Geopolíticos

As tensões no Oriente Médio, especialmente em regiões como o Estreito de Ormuz, continuam a criar incertezas significativas para o comércio marítimo global. A Anec apontou que esses riscos estão elevando os custos logísticos, com os fretes marítimos e prêmios de seguro experimentando aumentos expressivos.

Esse encarecimento não limita-se apenas a rotas próximas ao Estreito, mas afeta também outras regiões, aumentando o custo por tonelada exportada para mercados chave.

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