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Agronegócio
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Arco Norte se destaca como principal corredor de fertilizantes em 2025

Portos da região aumentam importações e exportações de insumos agrícolas.

Giovani Ferreira26 de maio de 2026 às 16:25
Arco Norte se destaca como principal corredor de fertilizantes em 2025

Os portos do Arco Norte se consolidaram em 2025 como o principal acesso de adubos e fertilizantes no Brasil, além de uma rota crucial para a exportação de milho e soja em grãos.

Os dados são do Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 26 de dezembro. Essa mudança reflete significativos investimentos em infraestrutura, redução nas distâncias de transporte e a crescente utilização do frete de retorno.

Em 2025, o Arco Norte movimentou 13,36 milhões de toneladas de fertilizantes, superando as 10,89 milhões de toneladas do porto de Paranaguá.

Essa transformação começou em 2024 e se ampliou ao longo de 2025. Entre 2021 e 2025, as importações de fertilizantes nesta região aumentaram em 62,7%, enquanto o porto de Paranaguá, em contrapartida, apresentou uma leve queda de 0,8%.

Dentro do complexo portuário, o terminal de Itaqui (MA) foi responsável por 34% do total de fertilizantes, seguido por Santarém (PA) com 22% e Salvador (BA) com 21%, destacando-se o atendimento às demandas do Matopiba.

Contexto do Crescimento

O crescimento das operações no Arco Norte está ligado à sua proximidade com áreas de produção de grãos e fibras, além do eficiente uso do frete de retorno, onde caminhões transportam grãos aos portos e retornam com insumos.

Em relação às exportações, os portos do Arco Norte enviaram 58,06 milhões de toneladas de grãos em 2025, um aumento de 59% em comparação a 2021, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Itaqui passou de 11,55 milhões para 20,14 milhões de toneladas, enquanto em Itacoatiara (AM) o volume saltou de 3,83 milhões para 11,02 milhões de toneladas.

No total, o Brasil exportou 108,18 milhões de toneladas de soja em 2025, das quais 36,2% foram enviadas pelo Arco Norte. E no caso do milho, foram 40,98 milhões de toneladas, com 48% do total passando por esta região.

Entretanto, houve uma queda nos embarques de milho do Matopiba por Itaqui, que caiu de 5,57 milhões de toneladas em 2023 para apenas 1,41 milhão em 2025, atribuída ao aumento do consumo interno para etanol de milho no Nordeste.

A Conab ainda destaca que o progresso do Arco Norte exige uma expansão integrada de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e estações de transbordo, promovendo ganhos logísticos. No entanto, essa expansão também necessita de um monitoramento rigoroso dos impactos territoriais e ambientais.

O Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3 será disponibilizado no portal da Conab ainda esta semana.

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