José Eduardo dos Santos destaca a necessidade de políticas públicas para o setor

Avicultores do Rio Grande do Sul enfrentam enormes perdas causadas por condições climáticas adversas e pedem apoio urgente, conforme explica José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
"Estamos em uma fase de gestão de crise, buscando maneiras de minimizar os prejuízos. Apesar de não termos registrado casos de influenza aviária este ano, a biossegurança está sendo intensamente afetada pelas mudanças climáticas", destacou ele em entrevista durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs) em São Paulo.
Recentemente, o Estado foi atingido por tempestades e tornados, causando danos significativos em várias propriedades agropecuárias. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) indicou que a falta de energia em algumas áreas dificultou a comunicação e a assistência aos produtores.
A prefeitura de Pedro Osório estimou que cerca de 150 propriedades foram prejudicadas, incluindo a destruição de instalações de um pecuarista pelas fortes rajadas de vento.
✨ O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de carne de frango do Brasil, com 749 milhões de aves abatidas em 2025.
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o estado responde por 13,13% da produção nacional de carne de frango, posicionando-se logo atrás de Santa Catarina e Paraná. Na cadeia de ovos, são 47 unidades com Selo de Inspeção Federal (SIF) atuando no estado.
As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul alcançaram 686,5 mil toneladas no ano passado, correspondendo a 13,3% do total brasileiro. Além disso, as exportações de ovos somaram 6,246 mil toneladas, colocando o estado como o quarto maior exportador do Brasil.
José Eduardo dos Santos enfatiza que, além das adversidades climáticas, os avicultores gaúchos estão preocupados com as tensões geopolíticas que impactam a cadeia produtiva. Medidas protecionistas como o tarifaço nos Estados Unidos e restrições da União Europeia às exportações de produtos brasileiros são citadas como preocupações constantes.
Adicionalmente, ele menciona que a guerra no Oriente Médio tem aumentado os custos de produção com o encarecimento de combustíveis e logística, forçando os produtores a revisarem seus custos e estratégias de exportação.
"É imperativo que o produtor, a indústria e as cooperativas se reestruturem e planejem a prevenção e mitigação de riscos, ao mesmo tempo que buscam novas oportunidades de mercado.
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