Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Boi China: Risco de desclassificação impacta lucros na pecuária

Consultor Maurício Scoton alerta para perdas financeiras significativas.

Acro Rodrigues25 de maio de 2026 às 17:10
Boi China: Risco de desclassificação impacta lucros na pecuária

No mais recente episódio do quadro Dicas do Scoton, exibido no Giro do Boi, o zootecnista Maurício Scoton fez um alerta sobre as implicações da desclassificação do Boi China no abate, um tema fundamental para os pecuaristas que trabalham com invernagem e confinamento.

Os produtores, que frequentemente dependem da bonificação associada à exportação para a China, podem enfrentar perdas financeiras substanciais devido à idade dos animais no momento do corte. Compreender as exigências do mercado chinês é essencial para resguardar a margem de lucro nas operações de produção intensiva.

Os animais devem ter, no máximo, quatro dentes permanentes para serem considerados Boi China.

Atualmente, a premiação por arroba do Boi China varia entre R$ 8,00 e R$ 12,00. Para uma carcaça de 20 arrobas, a perda de um prêmio médio de R$ 10,00 representa uma desistência de R$ 200,00 a R$ 240,00 em receitas, que corresponde aproximadamente à metade do lucro líquido do confinador.

Quando um animal é desclassificado pelo fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ele continua a gerar custos elevados para o confinamento, mas é comercializado pelo preço de um boi comum. Embora muitos produtores realizem a verificação da idade na entrada do confinamento, a taxa de desclassificação no frigorífico ainda varia entre 10% a 30%.

Estratégias para Reduzir Riscos

Durante o confinamento, que dura entre três a quatro meses, a nutrição elevada estimula o metabolismo do animal. Se o bovino se aproxima do limite etário, ocorre a troca de dentes, resultando na perda automática da elegibilidade para exportação. A troca avançada de dentes em um boi leve de 13 arrobas está frequentemente relacionada a um manejo inadequado em estágios anteriores de sua vida.

Para minimizar o risco de desclassificação e proteger a rentabilidade, Scoton recomenda que os confinadores façam a compra de forma criteriosa, considerando a procedência e a idade real dos lotes. "O lucro do confinamento começa na compra e não na venda", enfatiza Scoton, alertando para a importância de evitar que o bônus do Boi China se perca nas contas do frigorífico.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio