Mercado do boi gordo em São Paulo mantém estabilidade nas cotações
Frigoríficos avaliam oferta e demanda enquanto mercado aguarda negociações com a China

O mercado do boi gordo começou esta quinta-feira (7) em São Paulo com preços estáveis, após quedas observadas no dia anterior nas cotações da vaca e do 'boi China'.
Segundo o relatório 'Tem Boi na Linha', da Scot Consultoria, não houve variação nos preços em comparação ao dia anterior para as diversas categorias. Embora a situação atual mostre estabilidade, o setor permanece cauteloso, monitorando oferta, consumo interno e as vendas no exterior.
✨ As escalas de abate em São Paulo estavam em média em 12 dias, e os frigoríficos de maior porte continuam negociando sem pressa.
Os frigoríficos com escalas de abate mais curtas atuaram com mais agilidade e aceitaram os preços solicitados pelos pecuaristas, enquanto os maiores buscam oportunidades de compra a preços mais em conta. A consultoria aponta que a oferta de animais, embora não elevada, é suficiente para atender à demanda atual.
No mercado interno, a expectativa de um aumento nas vendas de carne ainda não se concretizou plenamente. O consumo doméstico foi classificado como modesto, embora tenha melhorado em relação ao fim de abril.
Em relação ao cenário externo, as negociações com a China permanecem em foco. A Scot Consultoria relatou que a incerteza sobre o preenchimento da cota chinesa e o desempenho do mercado após essa fase estão restringindo a elevação nas cotações do 'boi China'.
Em Tocantins, o mercado apresentou comportamentos diferentes entre as regiões. No sul tocantinense, o dia iniciou estável para todas as categorias após a recente queda nas cotações da novilha. Por outro lado, na região Norte, os preços da vaca e novilha recuaram R$ 3 por arroba, enquanto o preço do boi gordo permaneceu o mesmo. Neste estado, as escalas de abate estavam em média em sete dias.
Historicamente, maio costuma trazer pressão sobre os preços da arroba devido ao aumento na oferta de animais e a deterioração das pastagens com a chegada do outono. Assim, mesmo que haja uma leve melhora no consumo de carne, a tendência é de estabilização e limitação das quedas, com baixas chances de aumentos significativos no curto prazo.
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