Brasil ajusta logística de frango devido a bloqueio no Oriente Médio
Setor de proteína animal enfrenta desafios logísticos e financeiros

A instabilidade na região do Oriente Médio, provocada pela guerra, forçou o setor de proteína animal do Brasil a reorganizar sua logística para garantir o fornecimento, especialmente de carne de frango. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), deu detalhes sobre essa situação em uma entrevista nesta quarta-feira.
✨ Cerca de 70 mil toneladas mensais de carne de frango tiveram que ser redirecionadas por conta do fechamento do Estreito de Ormuz.
Com o fechamento das rotas tradicionais, as empresas começaram a adotar caminhos alternativos, muitas vezes mais longos e complexos. Algumas cargas são agora descarregadas em países como Arábia Saudita e Omã, ou até mesmo nos Emirados Árabes Unidos, antes de seguir por terra para outros destinos, como Catar e Kuwait.
Aumento de custos e alternativas logísticas
Essas mudanças na rota elevam significativamente os custos de operação devido ao aumento no preço do combustível e à taxa de risco de guerra cobrada pelas empresas marítimas. Santin enfatizou que, apesar das dificuldades, a prioridade é garantir o abastecimento.
"O mais importante neste momento é manter o abastecimento. A população não pode enfrentar mais essa dificuldade em meio à guerra
Embora os importadores estejam ajudando a absorver parte dos custos adicionais, Santin destacou que a prioridade não é apenas o preço, mas garantir que as entregas sejam feitas de forma contínua. Esta situação busca evitar desabastecimento e controlar a inflação nos preços dos alimentos.
Colaboração e ajustes contínuos
Apesar das complicações, o setor brasileiro conseguiu, através de estratégias como o redirecionamento e o uso de armazenagem, limitar a redução de fornecimento para cerca de 18% a 22%. Santin também mencionou um esforço de colaboração entre as empresas para contornar a crise.
✨ As empresas estão trocando informações e trabalhando juntas para enfrentar esse período difícil.
A incerteza continua a pairar sobre o setor, que se prepara para vários cenários possíveis relacionados à guerra. Santin reafirmou que a intenção é continuar utilizando as rotas alternativas e adaptar as operações conforme a situação evolui.
"Conseguimos manter o setor girando, sem prejudicar o mercado interno
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