Brasil apresenta planos de descarbonização agrícola à FAO
Setor agropecuário demonstra avanços em segurança alimentar e sustentabilidade.

No cenário atual de transição global para economias de baixo carbono, o setor agropecuário do Brasil apresentou à FAO um plano cientificamente fundamentado para enfrentar os desafios climáticos e de segurança alimentar.
Durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura, realizada em Roma no início de junho, uma delegação brasileira, composta por representantes da ApexBrasil, Abiec e da Missão Diplomática do Brasil, lançou oficialmente o estudo ‘Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050’.
Impacto do Estudo na Segurança Alimentar
Este relatório, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, ilustra como o Brasil pode atender à crescente demanda global por alimentos enquanto minimiza os impactos ambientais por meio de inovações tecnológicas.
✨ Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, destaca a importância do Brasil como fornecedor essencial para a segurança alimentar mundial.
"Estamos trazendo dados concretos para fortalecer a posição do Brasil no mercado global, provando ser um fornecedor confiável – Laudemir Müller.
Desafios Globais e Oportunidades
O setor pecuário global enfrenta um desafio significativo, pois a demanda por proteína animal aumenta enquanto grandes regiões, como o Mercosul e a América do Norte, enfrentam quedas históricas em seus rebanhos.
Em contraste, o Brasil destaca-se como o país com maior rebanho comercial no mundo, com 192,6 milhões de cabeças projetadas para 2024, demonstrando que é possível aumentar a produção e preservar o meio ambiente simultaneamente.
Contexto Adicional
O estudo foi apresentado anteriormente na COP 30 de Belém, onde já tinha gerado repercussão positiva devido à clareza de seus dados e metas ousadas.
Os dados mostram que, entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina no Brasil aumentou em mais de 240%, enquanto a área de pastagens diminuiu em 11%, resultando em uma economia significativa de terras.
- 1Brasil utiliza apenas 30,2% de seu território para agropecuária.
- 266,3% da vegetação nativa é preservada.
- 333,2% dessa área é protegida por lei em propriedades privadas.
O investimento em biotecnologia e recuperação de pastagens está alinhado às iniciativas globais para combater a fome e promover resiliência climática.
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