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Agronegócio
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Brasil deve esgotar cota de carne bovina para a China rapidamente

Crescimento nas exportações reflete aumento no apetite chinês

Tiago Abech25 de maio de 2026 às 09:45
Brasil deve esgotar cota de carne bovina para a China rapidamente

O Brasil continua a ser o principal fornecedor de carne bovina para a China e deve alcançar sua cota, isenta de taxas, em um futuro próximo. O aumento da demanda chinesa por carne bovina em 2026 foi impulsionado por medidas de salvaguarda implementadas em janeiro deste ano.

Entre janeiro e abril de 2026, a China adquiriu 1,1 milhão de toneladas de carne bovina, refletindo um crescimento de 25,75% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mais da metade dessa quantidade, ou seja, 612,87 mil toneladas, teve origem brasileira, o que representa um aumento de 53,62% em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025.

Perdas no Mercado dos Concorrentes

Enquanto o Brasil avança, seus concorrentes enfrentam dificuldades no mercado chinês. A Argentina, que ocupa o segundo lugar entre os fornecedores, viu sua participação cair para 13%, registrando uma redução de 1% no total do ano. A Nova Zelândia também perdeu espaço, com uma diminuição de 2,21% em sua participação durante o mesmo período.

O Brasil deve atingir sua cota em julho, considerando o tempo de transporte e as cargas já em trânsito.

Monitoramento das Cotas

Uma questão importante a ser observada é o cumprimento das cotas estabelecidas pelo sistema de salvaguarda chinês. A Austrália já enviou 144,42 mil toneladas, completando 70,45% de sua cota de 205 mil toneladas. O Brasil vem logo em seguida, com 55,41% da sua cota de 1,1 milhão de toneladas já preenchida, enquanto a Argentina utiliza 34,58% de sua cota de 511 mil toneladas, apesar da diminuição no volume das exportações.

As previsões indicam que o Brasil deve completar sua cota em meados de julho, considerando o prazo de aproximadamente 45 dias para que as cargas cheguem à China. Embora existam solicitações para que cotas não utilizadas por outros países sejam disponíveis para uso brasileiro, é improvável que o governo chinês aceite tais pedidos.

Desde 1º de janeiro de 2026, a China implementou medidas de salvaguardas na compra de carne bovina, visando proteger seus pecuaristas, já que o país possui o terceiro maior rebanho bovino do mundo, atrás do Brasil e dos Estados Unidos. Entretanto, a produção não é suficiente para atender à demanda interna de seus 1,4 bilhão de habitantes, e as novas regras podem permanecer em vigor por até três anos.

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