Pressão de compras chinesas e desvalorização impactam mercado

Os preços da arroba do boi gordo estão em queda contínua em junho, afetados pela diminuição das importações chinesas, que impôs limites ao produto brasileiro. Essa situação impacta diretamente a competitividade da carne bovina em relação a outras proteínas, especialmente a carne suína.
Dados do CEPEA, divulgado nesta quinta-feira (25), revelam que, apesar da diminuição nas compras, os estoques globais de carne bovina estão entre os mais baixos desde 2006, enquanto os preços internacionais permanecem próximos de recordes históricos. O Brasil já utilizou cerca de 65% de sua cota de exportação para a China até maio, embora a expectativa seja de esgotar esse limite até julho.
✨ Aumento da competitividade da carne bovina marca o mercado atual.
Os frigoríficos estão diminuindo o ritmo de aquisição de gado para abate, pois a carne bovina leva até 60 dias para chegar ao seu destino. Além disso, a China adotou uma postura mais cautelosa, o que afetou as compras no cenário internacional e pressionou os preços da arroba no Brasil.
Embora o consumo de carne suína ainda esteja aquecido devido a festas de junho e clima frio, a competitividade dessa proteína diminuiu. Pesquisadores do CEPEA observaram que, após meses de valorização, a carne suína perdeu espaço no mercado interno e seus preços também caíram devido aos altos estoques da indústria, embora a queda tenha sido menos acentuada que na carne bovina e no frango resfriado.
A indústria de carnes suínas, apesar do aumento nas vendas, não conseguiu reduzir significativamente os estoques, resultando na interrupção da sequência de ganhos de competitividade dessa proteína em relação à bovina após oito meses e em relação ao frango, após dois meses de vantagem.
Com a continuação da desvalorização das cotações do boi, há uma expectativa de que os preços pagos pelos consumidores também possam diminuir, tornando a carne bovina novamente atrativa nas prateleiras dos supermercados.
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