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Agronegócio
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Brasil implementa novo protocolo para exportação de carne bovina à UE

Regras visam atender às exigências da União Europeia para evitar suspensões nas exportações

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 13:05
Brasil implementa novo protocolo para exportação de carne bovina à UE

O governo brasileiro anunciou a implementação de um novo protocolo de certificação que altera as normas para exportação de carne bovina e seus derivados, com o objetivo de atender às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. Essas medidas buscam evitar a interrupção dos embarques para o bloco a partir de setembro.

A União Europeia fez ameaças de interromper as importações de carne do Brasil caso o país não cumpra suas diretrizes, que visam proibir o uso de substâncias antimicrobianas que são comumente utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Além disso, alguns desses antimicrobianos também são utilizados como promotores de crescimento.

Medidas incluem controles auditáveis para garantir a conformidade com as normas europeias.

Com as novas regras, os frigoríficos que têm autorização para exportar carne bovina devem implementar sistemas de controle auditáveis que demonstrem a conformidade com a legislação da União Europeia. Esta regulamentação foi formalizada em uma circular do Ministério da Agricultura datada de 1º de julho.

Importância do mercado europeu

A União Europeia representa 5,8% do valor das exportações brasileiras de carne bovina, posicionando-se como o terceiro maior destino, atrás da China e dos Estados Unidos.

O Brasil foi excluído em maio de uma lista de países autorizados a exportar carne para a União Europeia devido a preocupações com o uso de antimicrobianos. As exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, enquanto as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão.

Para se adequar às novas exigências, o Ministério da Agricultura, por meio de uma portaria publicada em 29 de maio, criou o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos. Embora a adesão nesse protocolo seja voluntária, é essencial para aqueles que desejam continuar a exportar para o mercado europeu.

O processo de adesão inclui a contratação de uma certificadora reconhecida, a assinatura de um termo de adesão e a elaboração de planos que garantam a conformidade com as normas sobre o uso de antimicrobianos. Após uma análise e vistoria na propriedade, a certificadora pode emitir o certificado dentro de um prazo de até sete dias.

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