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Agronegócio
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Brasil se destaca como maior exportador de algodão em 2026

O país registra aumento significativo nas exportações de algodão.

Fernanda Lima14 de abril de 2026 às 18:30
Brasil se destaca como maior exportador de algodão em 2026

O Brasil reafirma seu papel como maior exportador mundial de algodão, tendo exportado 347,8 mil toneladas do produto em março de 2026, resultando em uma receita de US$ 530,1 milhões.

Esse volume representa um crescimento de 45,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A China liderou as importações do algodão nacional, respondendo por 30% do total exportado.

Crescimento nas exportações e novos parceiros

Além da China, a Índia também foi uma das principais responsáveis pelo aumento das exportações, com um incremento de 125,3 mil toneladas. Outros mercados importantes incluem Bangladesh, Vietnã e Turquia. Contudo, as exportações para o Paquistão enfrentaram uma queda significativa de 19,1 mil toneladas em relação ao ano anterior.

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A China mantém um volume histórico, enquanto Índia e Bangladesh aumentam sua demanda pelo algodão brasileiro. Esperamos que a índia cresça ainda mais, por sua indústria têxtil poderosa e os recentes acordos comerciais para a parceria com o Brasil

Marcio Portocarrero, diretor-executivo da Abrapa.

No acumulado de agosto de 2025 a março de 2026, o Brasil exportou 2,34 milhões de toneladas de algodão, gerando US$ 3,67 bilhões.

Desempenho e previsões do setor

O diretor da Abrapa acredita que as exportações continuarão a ter um bom desempenho, mesmo em um mês tradicionalmente menos movimentado. A segurança e a qualidade da pluma brasileira são fatores importantes que atraem compradores internacionais.

Para a próxima safra 2025/2026, as projeções indicam um aumento de 11,1% no volume exportado, atingindo 3,15 milhões de toneladas. Porém, a previsão de produção para esta safra é de 3,82 milhões de toneladas, uma redução de 10% relativa ao ciclo anterior.

Contexto Global

Os estoques globais de algodão estão estimados em 16,77 milhões de toneladas para 2025/2026, com a China mantendo sua posição como maior consumidor mundial.

A produção e a qualidade do algodão brasileiro continuam a ser valorizadas no cenário internacional, refletindo uma estratégia eficaz em manter parcerias comerciais sólidas e atender à crescente demanda global.

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