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Agronegócio
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Calor extremo no Brasil impacta duramente o agronegócio

Relatório da FAO revela perdas significativas na produção agrícola

Tiago Abech24 de abril de 2026 às 15:45
Calor extremo no Brasil impacta duramente o agronegócio

Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) destaca que as temperaturas extremas no Brasil têm causado um impacto negativo significativo no agronegócio, com uma queda aproximada de 10% na produção de soja entre 2023 e 2024.

Perdas de milhões de toneladas na produção de soja devido ao calor.

Além da soja, o setor pecuário também sofreu consequências severas, levando a um aumento do estresse hídrico nos animais e a uma redução na produtividade e fertilidade da raça.

Impactos na Agricultura e Pecuária

  • 1Queda de quase 10% na produção de soja.
  • 2Perdas de milhões de toneladas na produção dos grãos.
  • 3Temperaturas superiores a 30ºC prejudicam a produtividade agrícola.
  • 4Estresse hídrico nos animais reduz a fertilidade e produção.
  • 5Temperaturas entre 26 a 28ºC afetam o consumo alimentar dos rebanhos.

Jorge Mesa, representante da FAO no Brasil, enfatiza a urgência de adaptações na agricultura, sugerindo que os produtores não devem mais contar apenas com as condições climáticas naturais. Ele recomenda inovações em tecnologia, práticas de manejo adequadas e elaboração de políticas públicas efetivas.

Práticas recomendadas incluem sombreamento, irrigação localizada e melhoramento genético.

O relatório ainda prevê que até 250 dias por ano poderiam ser considerados excessivamente quentes para o trabalho no campo, levantando preocupações sobre a segurança e bem-estar dos trabalhadores agrícolas.

Desafios para o Trabalho Rural

Para enfrentar essas condições adversas, o documento sugere reorganizar as jornadas de trabalho agrícola e adotar vestimentas apropriadas que possam ajudar a amenizar os efeitos do calor extremo.

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