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agricultura
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Carvão comum no milho pode aumentar com mudanças climáticas

Síntese dos impactos do Ustilago maydis na produção agrícola

Fernanda Lima10 de junho de 2026 às 14:45
Carvão comum no milho pode aumentar com mudanças climáticas

O carvão comum do milho, causado pelo fungo Ustilago maydis, representa uma preocupação crescente nas lavouras brasileiras, especialmente nas áreas de alta produtividade, onde sua ocorrência pode afetar significativamente a colheita.

Tradicionalmente considerada uma doença de menor relevância por sua baixa incidência, a infecção pelo fungo provoca a perda total das espigas afetadas, já que estas não produzem grãos.

Causas e Dispersão do Fungos

O Ustilago maydis é um patógeno persistente que se mantém viável por longos períodos, vivendo em restos de culturas, solos e sementes. Sua disseminação se dá facilmente por meio do vento, chuvas e irrigação, intensificando o problema nas safras subsequentes.

O período de maio a agosto é crucial para o manejo do carvão comum e a diminuição da carga fúngica.

Quando o milho é cultivado em sucessão contínua ou safrinha, especialmente nas regiões como Goiás, Mato Grosso e Paraná, a pressão do inóculo aumenta, uma vez que o solo não tem tempo para se recuperar.

Manejo Preventivo e Práticas Eficazes

A adoção de práticas de manejo, como a trituração de restos culturais e a rotação de culturas, é essencial para controlar a propagação do patógeno, já que o milho e o teosinto são os únicos hospedeiros do U. maydis.

A escolha de híbridos de milho resistentes ou tolerantes a doenças e pragas também é uma medida importante, pois com a evolução genética, muitos híbridos começaram a demonstrar resistência a infecções.

Híbridos de milho com histórico de baixa incidência de galhas são recomendados para essas regiões.

A combinação de uma nutrição equilibrada e técnicas de manejo eficazes pode minimizar os impactos do carvão comum, mesmo que não elimine o patógeno do solo completamente.

Impactos das Mudanças Climáticas

A situação climática atual, marcada por altas temperaturas e períodos de seca, contribui para o aumento da suscetibilidade do milho ao U. maydis. As condições favoráveis ao fungo tendem a ser mais frequentes, elevando a necessidade de atenção ao manejo sanitário.

Com o agravamento dos eventos climáticos extremos, a necessidade de incorporar o manejo preventivo desde a entressafra se torna cada vez mais fundamental para os produtores de milho no Brasil.

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