Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Câmara analisa R$ 7,5 bi em subsídios para fertilizantes

Projeto busca incentivar produção de fertilizantes no Brasil

Tiago Abech27 de maio de 2026 às 18:15
Câmara analisa R$ 7,5 bi em subsídios para fertilizantes

A Câmara dos Deputados iniciou, nesta quarta-feira (27), a análise do Projeto de Lei 699/23, que destina até R$ 7,5 bilhões em subsídios ao longo de cinco anos para fomentar a criação de novas fábricas de fertilizantes e a modernização das existentes no Brasil.

O projeto, em discussão durante a Ordem do Dia, ainda aguardava o resultado da votação até o momento em que as informações foram coletadas. Os subsídios, se aprovados, seriam viabilizados através da isenção de tributos federais, no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert).

O limite total dos subsídios está fixado em R$ 7,5 bilhões, com um teto anual de R$ 1,5 bilhão.

Conforme o substitutivo do relator, deputado Junior Ferreira, o Poder Executivo será responsável por decidir quais projetos se qualificarão para os benefícios fiscais, o que implica que a operacionalização do programa dependerá de futuras definições governamentais.

O acompanhamento dos subsídios será feito pela Receita Federal, que deverá apresentar relatórios bimestrais detalhando os dados por item e tributo. Caso o limite anual seja alcançado, a concessão dos benefícios fiscais terá que ser suspensa.

Por que isso é importante?

Os fertilizantes são insumos essenciais para culturas como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar. Alterações na produção interna podem afetar toda a cadeia do agronegócio.

Embora o projeto se mostre promissor, a falta de um cronograma definido, critérios técnicos de seleção e estimativas de redução de custos para os produtores ainda não permitem uma avaliação clara de seus impactos na produção e na competitividade do setor.

Produtores, cooperativas e agroindústrias devem observar o andamento deste projeto, já que ele envolve um insumo crítico para a produção agrícola. No entanto, a execução plena ainda está sujeita a definidas diretrizes do Executivo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio