Capacitação da Epagri apoia citricultores em Chapecó
Profissionais discutem manejo e controle de pragas em citros

No dia 27 de maio, a Epagri promoveu uma capacitação destinada a citricultores de Chapecó, visando melhorar a produtividade e abordar questões crucialmente relevantes para o cultivo de citros na região.
Realizada em parceria com a Secretaria de Agricultura de Chapecó, a iniciativa surgiu ao identificar problemas de manejo nos pomares locais. A extensionista Elisa Maria Bosetti comentou sobre o declínio da produtividade, destacando a presença de pragas, como pulgões e moscas da fruta, que precisam de atenção.
✨ 80% da produção de laranja de Santa Catarina vem das regiões Oeste e Extremo-Oeste.
A programação do evento englobou diversos temas, como espaçamento de plantio, seleção de mudas, manejo de pragas, doenças, tecnologias de pulverização e uso de equipamentos de proteção individual.
Além de Elisa, a equipe de instrutores incluiu especialistas da Epagri e agentes da Cidasc, prontos para oferecer suporte técnico aos agricultores.
A prática da citricultura é favorecida pelo clima da região, que apresenta maior radiação solar e condições ideais para o cultivo, resultando em frutas de qualidade superior. Ademais, o crescimento do mercado consumidor está incentivando mais agricultores a se inserirem nesse setor.
Para fortalecer essa produção, a Epagri planeja ações futuras focadas em temas como adubação e controle de pragas, assegurando apoio técnico contínuo durante as visitas aos pomares.
Os participantes puderam conhecer o pomar experimental de tangerina ponkan, desenvolvido sobre o porta-enxerto Flying Dragon. Esta pesquisa, que analisa o espaçamento ideal entre as árvores desde 2014, visa aumentar a produtividade ao permitir um adensamento maior no plantio.
Os pesquisadores observaram que um espaçamento de 1 metro entre as plantas mostrou-se mais produtivo até o 11º ano, o que proporciona um melhor uso da área destinada ao cultivo.
Contexto sobre doenças de citros
Os citricultores enfrentam preocupações com doenças como greening e podridão floral. Durante a capacitação, a Epagri abordou o manejo dessas enfermidades, essencial para a sustentabilidade da citricultura local.
A Epagri também apresentou dados sobre a doença greening, que foi identificada em Santa Catarina em 2022. Essa enfermidade é transmitida pelo inseto psilídeo e afeta os tecidos que distribuem nutrientes nas plantas.
Com 982 avaliações realizadas, foram encontrados 78 casos positivos, a maior parte em áreas urbanas. Os sintomas incluem folhas amareladas e frutos deformados, alertando a importância de notificar a Cidasc em casos suspeitos.
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