Negociações lentas e dúvidas sobre mercado refletem falta de gado

Na quarta-feira, o mercado físico do boi gordo reportou preços superiores à média, porém as transações foram escassas, indicando uma fluência reduzida. A indústria de carne enfrenta desafios para manter suas escalas de abate, que atualmente atendem entre cinco a sete dias úteis em média nacional.
A oferta de gado para abate continua limitada, um fator crucial que tem sustentado a recuperação dos preços do boi gordo durante o mês de julho. Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, destaca que a demanda global, especialmente por meio das exportações de carne bovina, é um ponto de atenção, principalmente devido à antecipada exaustão da cota de exportação para a China.
No mercado atacadista, os preços se mantêm estáveis. A indústria enfrenta resistência em repassar os custos elevados aos consumidores, refletindo o poder aquisitivo reduzido da população. A concorrência com outras proteínas, como o frango, também é um desafio para a carne bovina.
O câmbio também apresentou movimentações, com o dólar comercial registrando queda de 0,24%, fechando a R$ 5,1088 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0886 e R$ 5,1411.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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