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Agronegócio
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Cepea celebra 30 anos do Indicador do Algodão e reflete seu impacto

Referência essencial para o setor de algodão no Brasil desde 1996

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 16:10
Cepea celebra 30 anos do Indicador do Algodão e reflete seu impacto

O Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ, criado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, celebra seus 30 anos de divulgação contínua neste mês de julho. Desde sua introdução em 1996, foram quase 7,5 mil publicações, consolidando-se como uma das principais fontes de referência para a formação de preços da pluma no Brasil, essencial para decisões no setor.

Com apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão nos últimos 23 anos, o Indicador não apenas manteve sua metodologia de cálculo, mas também preservou sua credibilidade. Embora diversas instituições, como a Bolsa de Mercadorias e Futuros e a B3, tenham contribuído ao longo dos anos, sua abordagem científica permanece inalterada e respeitada no mercado.

O CEPEA monitora também os preços do algodão do tipo 41-4 em 13 regiões e analisa cotações de caroço, torta e outros derivados.

Atualmente, o CEPEA não apenas se concentra na pluma comercializada em São Paulo, mas também acompanha os preços em diversas regiões como Mato Grosso, Bahia e Goiás. A coleta de dados é realizada diariamente junto a cotonicultores, cooperativas e indústrias têxteis, o que garante a relevância e a precisão das informações apresentadas.

Lucilio Alves, pesquisador responsável pelo levantamento, destaca que a trajetória do Indicador reflete as mudanças na cotonicultura brasileira, desde os desafios enfrentados no final da década de 1980 até a transformação do setor na nova geografia da produção, hoje dominada por estados como Mato Grosso e Bahia.

Contexto

Entre 1998 e 2026, a produção de algodão no Brasil experimentou uma recuperação significativa, com inovações tecnológicas e aumento da eficiência, levando o país a se destacar também nas exportações, superando os Estados Unidos.

Embora a produção nacional tenha batido recordes, com 4 milhões de toneladas em 2025, a volatilidade dos preços ao longo da história do Indicador é notável. Em março de 2011, registraram-se os maiores preços, enquanto o final de 2008 e início de 2009 viram os níveis mais baixos, refletindo crises econômicas globais.

Recentemente, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, os preços do algodão caíram para patamares historicamente baixos, alinhando-se aos níveis observados durante a crise financeira de 2008/09. Apesar da leve recuperação nos primeiros meses de 2026, os preços atuais ainda são consideravelmente inferiores aos do auge da década de 1990.

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