Chaco no Paraguai se firma como nova fronteira agrícola da América do Sul
Avanços na produção de soja destacam potencial da região

A região do Chaco, no Paraguai, está se consolidando como uma nova fronteira agrícola na América do Sul, impulsionada por um aumento significativo na área cultivada e pela produtividade elevada da soja. Esses desenvolvimentos ocorrem em um momento em que a indústria agrícola observa atentamente a finalização da safrinha no Brasil e as consequências do fenômeno El Niño.
Resultados que superam as expectativas
De acordo com o relatório mais recente da StoneX, a combinação de uma área plantada em expansão e colheitas maiores do que o previsto coloca o Chaco em um novo patamar produtivo. A safra atual registrou rendimentos médios de 2,4 toneladas por hectare, com alguns locais alcançando entre 3,8 e 4 toneladas, números que começam a se igualar aos da tradicional Região Oriental do Paraguai.
✨ A área cultivada no Chaco aumentou de 150 mil para quase 157 mil hectares nesta safra, elevando a estimativa de produção de 331 mil para mais de 376 mil toneladas.
O que impulsiona o crescimento do Chaco
A StoneX destaca que os solos do Chaco são férteis e exigem menos fertilizantes, embora a irregularidade das chuvas permaneça como um desafio. Para mitigar esse problema, muitos agricultores estão considerando projetos de irrigação e o cultivo de soja na primavera, na esperança de otimizar a produção.
Contexto
Com o clima favorável, o Paraguai pode ampliar ainda mais sua capacidade produtiva de soja nos próximos anos, o que é crucial para a segurança alimentar regional.
A consultoria revisou suas estimativas para a safra nacional de soja do Paraguai, prevendo uma colheita de 10,94 milhões de toneladas na safra principal, além de uma safrinha de 1,4 milhão de toneladas, totalizando 12,34 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26.
Mercado atento às safra brasileiras
Com a colheita da soja no Paraguai se aproximando do fim e os trabalhos no milho começando, a atenção do mercado se volta para a finalização da safrinha brasileira. A StoneX manteve a previsão de 5,31 milhões de toneladas para a produção de milho no Paraguai, e as expectativas são de que os resultados finais possam ser superiores às projeções iniciais.
✨ O fortalecimento do El Niño pode impactar as decidir sobre o plantio nas próximas safras na América do Sul, embora seus efeitos sobre a safrinha brasileira sejam cada vez mais limitados.
Esse cenário corrobora a ideia de que o crescimento do Chaco não é apenas uma eventualidade, mas sim um indicador de uma nova dinâmica agrícola na América do Sul, com a região se firmando como um ponto pivotal no cultivo de grãos.
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