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Agronegócio
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China aumenta relevância no agronegócio, mas variações aparecem

Mudanças na demanda chinesa afetam mercado global de commodities.

Tiago Abech10 de junho de 2026 às 08:45
China aumenta relevância no agronegócio, mas variações aparecem

A China mantém um papel significativo no agronegócio mundial, mas sua influência está se mostrando variável entre diferentes commodities, o que demanda uma análise mais diferenciada do setor. Esta é a visão de Anderson Nacaxe, um especialista na área, que discutiu a relação entre o gigante asiático, os EUA e o setor agropecuário.

De acordo com Nacaxe, o mercado ainda reage a notícias sobre aquisições feitas pela China com a mesma perspectiva que tinha em 2018, mesmo que o contexto atual seja substancialmente diferente. A questão deixou de ser apenas se a China é relevante para o agronegócio americano, passando a ser sobre quais produtos essa relevância se mantém.

A China representa cerca de 60% das importações globais de soja, com aumento nas compras do Brasil.

No segmento da soja, a China ainda continua a importar, mas a composição de suas aquisições tem mudado, com o Brasil se tornando o principal fornecedor. As exportações dos Estados Unidos para a China em 2025/26 deverão cair para o menor patamar em 19 anos, pois o país asiático já garantiu mais de 90% de suas compras até o fim de maio.

Em contrapartida, o milho apresenta uma realidade diferente. Em 2020/21, a China representou quase um terço das exportações americanas, levantando expectativas sobre a continuidade desse fluxo. No entanto, os EUA conseguiram atingir recordes de exportação em 2024/25, com projeções de novas altas em 2025/26, mesmo com a diminuição da participação chinesa, graças ao aumento das vendas para outros países, como o México.

A situação é distinta no mercado de carne bovina, onde a China é vista como um comprador de cortes com menor valor. Contudo, segundo a análise, mais de 90% das exportações americanas de carne para a China corresponderam a um excedente do mercado interno dos EUA em vários anos.

Com o rebanho bovino dos Estados Unidos próximo dos níveis mais baixos em décadas, um aumento na demanda da China pode pressionar a oferta e os preços domesticamente.

Contexto

A relação entre os EUA e China no setor agrário reflete uma dinâmica complexa marcada por várias mudanças nas preferências de compra e nos fornecedores.

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