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agricultura
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Preço da arroba do boi gordo se mantém firme em São Paulo

Cenário de oferta restrita e exportações sólidas garantem estabilização.

Camila Souza Ramos23 de abril de 2026 às 08:40
Preço da arroba do boi gordo se mantém firme em São Paulo

Atualmente, o preço da arroba do boi gordo em São Paulo está entre R$ 360 e R$ 365, apresentando até mesmo negócios próximos a R$ 368 em regiões como Barretos e Araçatuba. Esse movimento sinaliza uma tendência estável, impulsionada pela oferta limitada e pela demanda forte por exportações.

O Ciclo Pecuário em Mudança

Após um período de leilões elevados em 2025, onde o abate de fêmeas superou 50% em várias áreas, a oferta de boi aumentou temporariamente, mas comprometeu o rebanho a longo prazo. Em 2026, já se observa uma diminuição na participação das fêmeas, que em Mato Grosso, por exemplo, caiu de 54,7% para cerca de 51%. Essa mudança inicial indica que, no futuro, haverão menos bois a serem comercializados.

A expectativa é de que a arroba alcance até R$ 400 até o final do ano.

O mercado físico permanece sólido, com preços que se mantêm acima de R$ 360, e períodos curtos de oferta, ao redor de cinco dias. As exportações continuam a dar suporte ao setor, indicando que essa é uma fase de firmeza e não de euforia. Tal situação é atribuída à ausência de bois disponíveis.

Expectativas e Ajustes no Mercado Futuro

No âmbito futuro, o mercado sinaliza um leve ajuste, com preços na B3 variando: abril em torno de R$ 362, maio em R$ 350, e junho em R$ 340. Os parâmetros sugerem um aumento na oferta decorrente do confinamento e das influências do clima no inverno.

Clima como Fator Decisivo

Os meses de abril e maio tendem a apresentar condições mais secas, o que pode afetar o ganho de peso do gado, enquanto a irregularidade das chuvas entre junho e agosto pode antecipar vendas ou exigir suplementação alimentar.

Entre abril e agosto, a expectativa é que os preços se mantenham elevados, entre R$ 355 e R$ 370, apesar de alguns ajustes pontuais. No cenário mais otimista, com climatização desfavorável e exportações robustas, os preços podem se manter acima de R$ 360. Por outro lado, sob pressão, pode-se observar valores que testam R$ 330 a R$ 340, sem quedas drásticas.

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O desafio é não apenas prever o topo do mercado, mas garantir boas margens durante o processo.

Miguel Daoud

O presente contexto ressalta a importância da gestão no setor pecuário. Pecuaristas que dispõem de bois prontos agora têm a chance de alcançar boas margens, enquanto que aqueles envolvidos na reposição e confinamento precisam estar atentos aos custos que envolvem o bezerro e a alimentação. Com a oferta restrita prevalecendo, a gestão cautelosa será fundamental para os profissionais do setor.

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