CNA pede suspensão de importações de pescado do Vietnã
Entidade argumenta risco sanitário e defende proteção à aquicultura nacional

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a interrupção das importações de pescado do Vietnã e a continuidade do embargo aos produtos provenientes do Equador, devido a preocupações com risco sanitário.
Em uma comunicação oficial com o Mapa, a CNA cita evidências científicas referentes a doenças não notificadas à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que poderiam afetar a aquicultura brasileira. Entre as enfermidades mencionadas estão o vírus da tilápia do lago (TiLV) e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), ambas registradas nas respectivas origens.
✨ Essas enfermidades podem causar altos índices de mortalidade e prejuízos significativos para a economia do setor aquícola.
"A eventual introdução desses agentes no Brasil poderia comprometer a produção e a segurança sanitária de toda a cadeia
A CNA enfatiza que o Brasil atualmente carece de um plano de contingência eficaz e protocolos adequados para lidar com essas doenças, argumentando que o pedido de restrição não visa limitar o comércio internacional, mas sim assegurar que os produtos importados atendam às exigências sanitárias equivalentes às dos produtores locais.
Reação do Setor
A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) também está acompanhando a questão e apoia a solicitação de suspensão da importação de tilápia do Vietnã, que em fevereiro de 2024 havia sido temporariamente bloqueada com base em precauções de saúde.
Embora o Mapa tenha revertido a restrição após negociações para expandir o mercado de carne bovina brasileira no Vietnã, a análise de risco de importação indicou que o risco para filés de tilápia era considerado 'negligenciável', enquanto a importação de peixe inteiro permanece não autorizada.
Até o momento, a resposta do Ministério da Agricultura e Pecuária ao pedido da CNA ainda não foi divulgada, o que poderá impactar os futuros protocolos sanitários para o pescado importado, além de determinar o nível de proteção necessário para a aquicultura nacional.
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