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Agronegócio
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Colheita de milho no Brasil aumenta oferta e pressiona preços

Cereal é favorecido por melhores condições climáticas e demanda externa.

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 15:40
Colheita de milho no Brasil aumenta oferta e pressiona preços

O mês de agosto marca um avanço importante na colheita da segunda safra de milho no Brasil, conforme análise divulgada pela Grainsights. Essa colheita, que está praticamente finalizada em Mato Grosso e progredindo rapidamente no Paraná e no Mato Grosso do Sul devido a condições climáticas aprimoradas, resulta em um aumento na oferta do cereal no mercado.

O aumento da disponibilidade de milho tende a pressionar os preços sazonalmente nas regiões de produção e nos centros de armazenagem. Apesar disso, a demanda internacional pelo milho brasileiro continua forte, com os portos nacionais programando embarques de 8,24 milhões de toneladas no mês de agosto.

A procura externa é impulsionada por incertezas climáticas no Hemisfério Norte e conflitos na região do Mar Negro, beneficiando as exportações brasileiras.

No mercado interno, o consumo elevado pela indústria de rações, bem como a crescente produção de etanol de milho, também ajudam a estabilizar os preços. A Grainsights observa que essa dinâmica de alta oferta e demanda robusta está refletida tanto no mercado físico quanto na B3.

Olhando para o futuro, espera-se que os preços se recuperem no último trimestre do ano, impulsionados pelo consumo nos setores industriais. Em resposta à situação de mercado, muitos produtores estão optando por reter uma parte da produção e evitando vendas durante o pico da colheita.

Com a segunda safra já precificada, o desempenho do mercado dependerá da recomposição dos estoques por parte dos compradores e da tendência dos preços em Chicago. Além disso, a Grainsights aponta que aumentos nos preços nos portos podem criar oportunidades para novos negócios.

Fatores Macroeconômicos

A semana também é marcada pela expectativa de decisões do Comitê de Política Monetária e uma nova redução na projeção de inflação, com a taxa Selic prevista entre 13,75 e 14% ao ano. A estabilidade do câmbio e variações no mercado de energia permanecem no radar dos produtores.

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