Mercado de milho no Brasil sofre pressão com colheita em andamento
Cotações continuam sob pressão enquanto produtividade é avaliada

A análise divulgada pela Grãosights, em parceria com a Grão Direto, nesta segunda-feira (22), revela que o mercado de milho do Brasil está sob influência do avanço das colheitas no Centro-Sul do país.
Com a colheita ganhando impulso e um aumento gradual na oferta de milho no mercado spot, os preços estão sob pressão sazonal na B3. Esta tendência deverá permanecer ao longo da semana, conforme a análise.
✨ Expectativa de produtividade limitada é resultado do déficit hídrico registrado entre abril e maio.
O relatório enfatiza que as perdas observadas em regiões como Goiás, Minas Gerais e o norte de Mato Grosso do Sul devem impactar ainda mais o mercado, uma vez que as informações regionais e a continuidade da colheita vão ajudar a estabelecer a produção real do grão.
Embora chuvas em Goiás possam desacelerar temporariamente as atividades, não há perspectiva de maior alívio da pressão sobre o mercado do milho.
Impactos do cenário internacional
No cenário internacional, os preços do milho em Chicago fecharam em queda na semana passada, refletindo as condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA e a expectativa de uma oferta global robusta.
Apesar da valorização do trigo, que deu algum suporte aos preços, essa tendência de baixa na cotação do milho permanece inalterada. Assim, a atenção agora se volta para julho, período crítico de polinização nas lavouras norte-americanas.
A demanda interna continua forte, principalmente por parte das indústrias de etanol de milho e do setor de proteína animal, mantendo os preços no mercado físico e servindo como uma referência mínima para as cotações.
- 1Aumento nos custos logísticos e de produção.
- 2Expectativa de um El Niño mais forte nos próximos meses.
- 3Cautela após a manutenção da projeção do IPCA em 5,33% para 2026.
Os produtores devem estar atentos a esses fatores enquanto avaliam o momento de comercialização das safras, especialmente considerando a valorização do dólar frente ao real, que pode impactar tanto as receitas de exportação quanto os custos de produção.
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