Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Milho brasileiro registra alta, mas compradores permanecem cautelosos

Mercado reflete incertezas ante aumento da oferta na colheita

Gabriel Rodrigues16 de junho de 2026 às 07:40
Milho brasileiro registra alta, mas compradores permanecem cautelosos

O mercado brasileiro de milho iniciou a semana em alta nos contratos futuros, mas os compradores seguem cautelosos em meio à expectativa de uma oferta aumentada. A consultoria TF Agroeconômica destacou que, apesar de o setor acompanhar a valorização externa nesta segunda-feira, a pressão sobre os preços é significativa devido ao avanço das colheitas e a previsão de maior oferta nas próximas semanas.

Desempenho dos contratos futuros

Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,34, com um incremento diário de R$ 0,28, mas apresentando uma queda semanal de R$ 1,12. Já o contrato de setembro de 2026 encerrou a R$ 66,98, registrando um aumento de R$ 0,15 no dia, mas também uma diminuição semanal de R$ 0,47. O contrato de novembro de 2026 ficou em R$ 70,42, com um leve aumento de R$ 0,07 diário e um recuo de R$ 0,34 na semana.

O Cepea observa que a expectativa de uma oferta ampliada tem limitado as transações no mercado.

Com compradores à espera de quedas mais acentuadas e vendedores dispostos a ajustar seus preços, o cenário é de defensiva. As previsões da Conab e do USDA, que sugerem um aumento na produção brasileira para o ciclo de 2025/26 e um crescimento da oferta mundial em 2026/27, reforçam essa cautela entre os participantes do mercado.

Situação nas regiões produtoras

No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 99% da área com baixa liquidez. Os preços indicativos oscilam entre R$ 57,00 e R$ 63,00 por saca, com uma média de R$ 58,98, representando uma queda semanal de 0,49%. Em Santa Catarina, os pedidos estão em torno de R$ 65,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00, refletindo um mercado moroso.

No Paraná, compradores estão atentos à chegada da segunda safra, com preços em torno de R$ 60,00 CIF e ofertas próximas de R$ 65,00. Em Mato Grosso do Sul, a colheita da safrinha se iniciou no sul do estado e cobre 1% da área, com preços variando entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. Apesar da demanda impulsionada pela bioenergia, as transações permanecem pontuais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio