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Agronegócio
2 min de leitura

Colheita de milho sofre impactos em anos chuvosos e úmidos

Desafios e práticas recomendadas para produtores em clima adverso

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 14:15
Colheita de milho sofre impactos em anos chuvosos e úmidos

A colheita do milho em 2026 enfrenta obstáculos sérios em anos de chuvas frequentes, especialmente nas regiões produtoras como Bahia, Goiás e Paraná. Os agricultores precisam adaptar suas estratégias para lidar com as condições climáticas desfavoráveis e garantir uma colheita eficiente.

Impactos das chuvas na colheita

Quando as chuvas coincidem com a época da colheita, o produtor deve modificar sua abordagem no campo. O planejamento se torna crucial, desde a ordem de colheita até ajustes nas máquinas para grãos úmidos. A logística de transporte e secagem também precisa ser organizada para lidar com picos de atividades em curtos períodos de bom tempo.

Chuvas prolongadas aumentam os riscos de perda e de qualidade do milho, exigindo uma colheita mais ágil.

Recomendações da Embrapa

A Embrapa recomenda observar o ponto de maturação do milho pela formação de uma camada preta na base do grão. A partir desse ponto, é necessário colher para minimizar perdas e micotoxinas.

Os riscos associados ao atraso da colheita em condições úmidas incluem o aumento no desenvolvimento de fungos e a deterioração da qualidade comercial do grão. Em situações assim, a antecipação da colheita em níveis de umidade levemente mais altos, quando alinhada com uma boa estrutura de armazenamento, pode ser uma solução.

Ajustes operacionais essenciais

Modificar a regulagem das colhedoras é vital em anos chuvosos. Ajustes na velocidade e na altura de corte devem ser feitos para reduzir perdas. Além disso, a estrutura de limpeza e secagem precisa ser adaptada para lidar com a umidade adicional sem comprometer a qualidade do grão.

Os produtores também devem estar atentos ao estado do solo e ao acesso durante a colheita. O planejamento deve incluir manifestações de umidade do solo e a condição das vias de acesso, priorizando áreas em risco de acamamento e deterioração.

Consequências a longo prazo e gestão pós-colheita

Além de impactar diretamente a produtividade, as chuvas podem causar problemas de compactação do solo. Medidas preventivas como tráfego controlado e o monitoramento da compactação após a colheita são essenciais para manter a saúde do solo.

No pós-colheita, o cuidado com a umidade dos grãos é fundamental. Evitar misturas de grãos com níveis de umidade distintos e manter monitoramento constante da temperatura nos silos são práticas recomendadas para evitar problemas de qualidade.

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