Colheita de soja e milho avança com chuvas na Argentina
Precipitações recentes melhoram condições das lavouras na safra atual

As atuais condições climáticas estão moldando de maneira significativa o desenvolvimento das principais culturas agrícolas na Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) destaca que as chuvas recentes beneficiaram especialmente os cultivos tardios e de segunda safra, apesar de alguns pontos com excesso hídrico.
No que diz respeito à soja, as chuvas têm abrangido amplas áreas agrícolas, resultando em um aumento de 4,2% na área classificada como com condições hídricas adequadas a ótimas. A colheita da soja de primeira safra já apresenta um avanço considerável, com incrementos de 5% no Núcleo Sul e 9% no Núcleo Norte, onde os rendimentos preliminares são de aproximadamente 40 e 35 sacas por hectare, respectivamente.
Além disso, a soja de segunda safra também mostra uma melhora significativa, quase 3% em condições de cultivo entre normal e excelente, recuperando-se após o estresse hídrico e térmico do verão. A previsão de produção permanece estável em 48,5 milhões de toneladas.
Quanto ao milho, a colheita avança com firmeza e já cobre 19% da área adequada, com uma progressão semanal de 3,8%. O rendimento médio nacional se posiciona em 85,3 sacas por hectare, com desempenhos positivos em diversas regiões, apesar das variações. O milho tardio está na fase de enchimento de grãos, enquanto as áreas no Sul de Córdoba e nos núcleos produtivos alcançam maturidade fisiológica.
✨ Cerca de 73,1% das lavouras de milho estão em condições entre boa e excelente, e 94,9% apresentam níveis hídricos adequados.
A estimativa de produção para o milho é mantida em 57 milhões de toneladas. Por último, a colheita de girassol chegou a 76,5% da área cultivada, apresentando um avanço notável, mesmo frente às chuvas intensas.
O rendimento médio para o girassol caiu ligeiramente para 23,7 sacas por hectare, com resultados em geral seguindo as expectativas, exceto no sudeste de Buenos Aires, onde o desempenho se saiu melhor que o esperado. A previsão de produção se mantém em 6,4 milhões de toneladas, podendo ocorrer revisões futuras.
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