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Agronegócio
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Consumo de piscicultura cresce no Brasil, mas incertezas persistem

Setor enfrenta desafios apesar da alta temporada de Quaresma

Gabriel Azevedo26 de junho de 2026 às 15:40
Consumo de piscicultura cresce no Brasil, mas incertezas persistem

A piscicultura brasileira concluiu o primeiro semestre de 2026 com um aumento no consumo, influenciado pela Quaresma, mas enfrenta um cenário repleto de incertezas comerciais e regulatórias.

A tilápia, responsável por aproximadamente 70% da produção aquícola do Brasil, continuou sendo o peixe de cultivo preferido do consumidor nacional, enquanto o tambaqui também se destacou em popularidade.

Segundo a PEIXE BR, o setor se consolida como um importante fornecedor de proteína animal.

No mercado internacional, a diminuição da tarifa para 10% não trouxe os resultados esperados. As novas alíquotas de 25% retardaram as negociações, gerando preocupação entre os produtores.

Expectativas futuras

A PEIXE BR acredita em uma possível recuperação das exportações no segundo semestre, dependendo das decisões comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos.

Além disso, o setor observa atentamente a inclusão do tambaqui na lista de espécies ameaçadas e o debate sobre a tilápia como potencial espécie invasora. A PEIXE BR alerta que tais medidas podem restringir a produção e comercialização.

Outra preocupação é a importação de tilápia do Vietnã, cujos subsídios permitem a venda a preços mais baixos que os custos brasileiros, levantando questões sanitárias.

Para os próximos meses, a expectativa é de um novo aumento no consumo devido ao aquecimento das temperaturas. Francisco Medeiros, presidente executivo da PEIXE BR, destaca que o mercado de peixe de cultivo permanece em expansão, mas os riscos relacionados a questões sanitárias e regulatórias estão crescendo.

"

Esperamos uma recuperação natural do consumo com as temperaturas elevadas e, se conseguirmos estabilidade nas questões regulatórias e comerciais, também uma retomada das exportações

Francisco Medeiros.

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