Mercado de Milho Enfrenta Incertezas em Meio a Variações de Preços
Análise indica oscilações mistas nas cotações do milho em diferentes regiões do Brasil.

O mercado de milho apresentou um desempenho misto nas últimas horas, influenciado por um ambiente repleto de incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos na B3 mostraram oscilações leves, refletindo a estabilidade observada no exterior, mas sem uma direção clara nos preços.
Cotação e Variações
Na bolsa brasileira, os vencimentos registraram variações sutis: o contrato para maio de 2026 foi cotado a R$ 72,05, enquanto julho de 2026 ficou em R$ 71,05 e setembro de 2026 a R$ 71,50. Embora haja uma leve valorização em Chicago e a movimentação do dólar tenha ajudado, a falta de liquidez no mercado físico impede movimentos mais robustos.
"O setor continua enfrentando baixa liquidez, com negociações pontuais predominando
✨ No Rio Grande do Sul, a colheita já alcançou 73% da área plantada, mas a irregularidade das chuvas impactou a produtividade.
Contexto Regional
Em regiões como Santa Catarina, o desalinhamento entre preços pedidos pelos produtores e a oferta torna o mercado ainda mais conturbado.
No estado gaúcho, a colheita avança, ainda que de forma irregular, resultando em baixa liquidez. Os preços atualmente variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. Apesar disso, em Santa Catarina, as divergências de preço entre compradores e vendedores contribuem para uma dinâmica negativa, com produtores pedindo cerca de R$ 75,00 por saca, enquanto a oferta se aproxima de R$ 65,00.
- 1Rio Grande do Sul: R$ 56,00 a R$ 62,00 por saca
- 2Santa Catarina: oferta de R$ 65,00 vs. pedidos de R$ 75,00
- 3Paraná: preços indicativos em torno de R$ 70,00 com demanda em R$ 60,00
- 4Mato Grosso do Sul: recuperação com preços entre R$ 55,00 e R$ 57,00
No Paraná, as transações também são limitadas, indicando preços próximos de R$ 70,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. O plantio da segunda safra atinge cerca de 90% da área, mas muitos estão fora da janela ideal, aumentando a cautela sobre o potencial produtivo. Já em Mato Grosso do Sul, os preços começaram a ensaiar uma recuperação após quedas anteriores, com referências variando entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. O setor de bioenergia se destaca como um fator importante de sustentação nesse cenário desafiador.
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