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Agronegócio
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Cotações de ureia caem no Brasil, mas ainda acima de níveis pré-guerra

Queda nos preços é observada, mas patamares permanecem elevados.

Fernanda Lima04 de maio de 2026 às 16:05
Cotações de ureia caem no Brasil, mas ainda acima de níveis pré-guerra

As cotações da ureia no Brasil caem pela segunda semana consecutiva, porém ainda estão substancialmente acima dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio, que começou há dois meses.

Conforme a consultoria StoneX, apesar das restrições logísticas na região que ainda impactam a oferta, uma desaceleração no consumo global está influenciando a queda nos preços. Recentemente, as transações de ureia foram finalizadas a valores ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada, uma redução de aproximadamente 4% em comparação com as duas semanas anteriores.

Os preços atuais ainda estão bem acima dos US$ 475 por tonelada registrados antes do início da guerra.

O fenômeno não se limita apenas ao Brasil, pois quedas semelhantes foram notadas em outros mercados importantes, como nos Estados Unidos, na China, no Oriente Médio e no Egito, resultando em uma tendência global de redução de preços, impulsionada por uma demanda mais baixa.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado, a atual dinâmica de preços sugere uma mudança no equilíbrio entre oferta e demanda. 'Apesar da oferta ainda ser limitada, a demanda fraca parece estar pesando mais na formação de preços, fazendo com que estas se ajustem para baixo após um período de aumentos significativos', afirmou.

Contexto

Os compradores estão adotando uma postura mais cautelosa, evitando novas aquisições devido às incertezas do mercado, o que agrava a pressão sobre os preços.

Consequentemente, mesmo com uma demanda decrescente, os preços da ureia devem manter-se relativamente elevados. Pernías observa que essa situação é influenciada por fatores como a sazonalidade do consumo em países-chave e relações de troca menos atraentes para os produtores.

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