Rabobank prevê queda na demanda por fertilizantes no Brasil em 2026
Preço elevado e conflitos geopolíticos impactam o mercado agrícola

Um novo relatório do Rabobank indica que o Brasil deve enfrentar uma diminuição na demanda por fertilizantes em 2026, em meio a preços altos, dificuldades financeiras e os efeitos de conflitos no Oriente Médio.
A previsão aponta que o consumo deve cair para cerca de 47,2 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 49 milhões de toneladas registrados em 2025, após anos de crescimento contínuo.
✨ Os agricultores brasileiros estão enfrentando desafios financeiros, que complicam a continuidade dos investimentos no setor.
Apesar de um desempenho acima das expectativas em 2025, onde as entregas de fertilizantes superaram as 49 milhões de toneladas, a análise revela que restrições financeiras se mantêm para a safra 2025/26. O acesso ao crédito é um fator crítico que continua a afetar o setor.
O Rabobank também observa que conflitos internacionais, especialmente o que ocorre no Oriente Médio, estão aumentando a volatilidade nos preços dos fertilizantes e apresentando novos desafios às cadeias de suprimento global, particularmente no que diz respeito à ureia.
Importância das Importações
O Brasil depende de cerca de 90% dos fertilizantes por meio de importações, sendo que 12% desses vêm do Oriente Médio, uma região que, embora em declínio, ainda é significativa para o fornecimento.
"Historicamente, cerca de 70% da ureia importada chega ao Brasil entre maio e dezembro, o que pode complicar a situação atual, uma vez que interrupções prolongadas podem impactar severamente o mercado.
Os preços da ureia já estavam elevados no início de 2026 e aumentaram significativamente nos primeiros meses, com uma subida de aproximadamente 76% nos portos brasileiros entre janeiro e março. O Rabobank destaca que essa alta foi mais intensa que a observada no início do conflito da Ucrânia.
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