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Agronegócio
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Cotações de ureia recuam após dois meses de alta no Brasil e globalmente

Demanda mais fraca pressiona preços após valorização intensa.

João Pereira04 de maio de 2026 às 15:40
Cotações de ureia recuam após dois meses de alta no Brasil e globalmente

Após dois meses de forte alta, os preços da ureia começam a cair tanto no Brasil quanto em outros mercados, incluindo Estados Unidos, China e Oriente Médio, devido a uma demanda menos robusta.

Recentemente, no mercado brasileiro, as cotações da ureia foram negociadas a cerca de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% abaixo das taxas observadas há duas semanas. Relatório da StoneX aponta que a demanda em desaceleração se tornou um fator mais impactante que as limitações de oferta sobre o preço do fertilizante.

Mercado global de ureia enfrenta inflexão após dois meses de valorização.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, destacou: "Embora a oferta ainda apresente tensões, a demanda fraca se tornou um fator predominante, pressionando os preços após um período de alta acentuada."

Tendência de queda nos preços é global

Segundo dados da StoneX, o recuo nos preços da ureia não se limita ao Brasil. Os Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito também registram quedas, indicando uma erosão nas cotações globais do produto.

Desafios logísticos mantêm preços elevados

Apesar da tendência de queda observada, a StoneX alerta que novos recuos devem ser contidos no curto prazo. Isso se deve a gargalos logísticos no Oriente Médio, que representa uma parte significativa das exportações globais de ureia e amônia.

Pernías acrescentou que o cenário atual é influenciado por um período de menor consumo em países produtores chave, relações de troca menos favoráveis e uma postura cautelosa dos compradores, que hesitam em adquirir novos estoques devido à instabilidade do mercado.

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