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Agronegócio
3 min de leitura

Mercado de soja enfrenta lentidão com cotações em queda

Produtores mantêm cautela em meio a baixos preços e dólar estável

Ricardo Alves22 de abril de 2026 às 18:45
Mercado de soja enfrenta lentidão com cotações em queda

O mercado brasileiro de soja apresenta um ritmo lento nesta quarta-feira, resultando em um panorama desfavorável para os agricultores. A combinação da baixa atratividade nos portos e a hesitação dos produtores em negociar intensificam os desafios do setor.

Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, aponta que a desvalorização na Bolsa de Chicago e a queda do dólar influenciam as cotações internas, mantendo os preços em níveis considerados baixos. Muitos agricultores estão optando por vender apenas o necessário para atender demandas imediatas de caixa.

Os preços da soja caem, pressionando agricultores a limitar vendas apenas para necessidades urgentes.

No mercado físico, a movimentação foi moderada, com variações na cotação em algumas regiões. Confira as atualizações dos preços:

  • 1Passo Fundo (RS): de R$ 122,00 para R$ 122,50
  • 2Santa Rosa (RS): de R$ 123,00 para R$ 123,50
  • 3Cascavel (PR): mantém em R$ 118,00
  • 4Rondonópolis (MT): mantém em R$ 108,00
  • 5Dourados (MS): mantém em R$ 109,00
  • 6Rio Verde (GO): de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • 7Paranaguá (PR): mantém em R$ 128,00
  • 8Rio Grande (RS): de R$ 128,00 para R$ 128,50

Situação Internacional da Soja

No âmbito internacional, os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago fecharam em queda, refletindo uma situação fundamental negativa. A abundante oferta da América do Sul e a expectativa otimista para a safra nos Estados Unidos, que se encontra em fase inicial de plantio, pressionam os preços. Apesar da previsão de chuvas que podem atrasar o plantio, o impacto na produtividade ainda não é considerado significativo.

Contexto

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que 12% da área já foi plantada, superando os 7% do ano anterior e a média de 5% dos últimos cinco anos. A produção brasileira de soja para 2025/26 é projetada em 178,11 milhões de toneladas, um aumento de 3,7% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os Estados Unidos buscam fortalecer acordos com a China para fomentar a compra de produtos agrícolas, incluída a soja, durante a prevista visita do presidente Donald Trump ao país.

Desempenho dos Contratos Futuros

Na Bolsa, o contrato da soja para entrega em maio fechou com uma baixa de 10 centavos de dólar, equivalendo a 0,85%, cotado a US$ 11,64 1/2 por bushel. A posição de julho também apresentou queda, finalizando em US$ 11,79 1/2, com desvalorização de 10,75 centavos, ou 0,90%.

Em relação aos subprodutos, o farelo de soja teve uma retração de US$ 4,90, ou 1,52%, encerrando a US$ 316,30 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 71 centavos de dólar, com uma perda de 0,65 centavo, ou 0,90%.

Cenário do Câmbio

O câmbio também apresentou estabilidade, com o dólar comercial encerrando a R$ 4,9733 para venda, após variar entre R$ 4,9551 e R$ 4,9896 ao longo do dia. Essa estabilidade contribui para a postura cautelosa observada no mercado interno.

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