Produtores mantêm cautela em meio a baixos preços e dólar estável

O mercado brasileiro de soja apresenta um ritmo lento nesta quarta-feira, resultando em um panorama desfavorável para os agricultores. A combinação da baixa atratividade nos portos e a hesitação dos produtores em negociar intensificam os desafios do setor.
Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, aponta que a desvalorização na Bolsa de Chicago e a queda do dólar influenciam as cotações internas, mantendo os preços em níveis considerados baixos. Muitos agricultores estão optando por vender apenas o necessário para atender demandas imediatas de caixa.
✨ Os preços da soja caem, pressionando agricultores a limitar vendas apenas para necessidades urgentes.
No mercado físico, a movimentação foi moderada, com variações na cotação em algumas regiões. Confira as atualizações dos preços:
No âmbito internacional, os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago fecharam em queda, refletindo uma situação fundamental negativa. A abundante oferta da América do Sul e a expectativa otimista para a safra nos Estados Unidos, que se encontra em fase inicial de plantio, pressionam os preços. Apesar da previsão de chuvas que podem atrasar o plantio, o impacto na produtividade ainda não é considerado significativo.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que 12% da área já foi plantada, superando os 7% do ano anterior e a média de 5% dos últimos cinco anos. A produção brasileira de soja para 2025/26 é projetada em 178,11 milhões de toneladas, um aumento de 3,7% em relação ao ciclo anterior.
Além disso, os Estados Unidos buscam fortalecer acordos com a China para fomentar a compra de produtos agrícolas, incluída a soja, durante a prevista visita do presidente Donald Trump ao país.
Na Bolsa, o contrato da soja para entrega em maio fechou com uma baixa de 10 centavos de dólar, equivalendo a 0,85%, cotado a US$ 11,64 1/2 por bushel. A posição de julho também apresentou queda, finalizando em US$ 11,79 1/2, com desvalorização de 10,75 centavos, ou 0,90%.
Em relação aos subprodutos, o farelo de soja teve uma retração de US$ 4,90, ou 1,52%, encerrando a US$ 316,30 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 71 centavos de dólar, com uma perda de 0,65 centavo, ou 0,90%.
O câmbio também apresentou estabilidade, com o dólar comercial encerrando a R$ 4,9733 para venda, após variar entre R$ 4,9551 e R$ 4,9896 ao longo do dia. Essa estabilidade contribui para a postura cautelosa observada no mercado interno.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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