Voltar
mercado-financeiro
2 min de leitura

Cacau atinge maior preço em duas semanas com demanda resistente

Aumento nos preços é impulsionado por resultados otimizados das fabricantes de chocolate.

Carlos Silva30 de abril de 2026 às 16:50
Cacau atinge maior preço em duas semanas com demanda resistente

Os preços do cacau na bolsa de Nova York fecharam em alta significativa, alcançando o maior patamar em duas semanas. No pregão desta quinta-feira, 30 de abril, os contratos com vencimento em julho registraram um avanço de 4,66%, atingindoUS$ 3.569 por tonelada.

Segundo a análise da Barchart, a resistência da demanda dos consumidores por chocolate é um fator determinante para essa alta. A consultoria destacou que os resultados de vendas das gigantes do setor, Hershey e Mondelez International, que superaram as expectativas, indicam que o consumo de chocolate mantém-se forte, mesmo frente aos preços elevados.

A StoneX prevê um superávit de 149 mil toneladas de cacau para o ciclo 2026/27, abaixo das 247 mil toneladas projetadas para a temporada atual.

Mercado do Algodão

O algodão também encerrou o dia com valorização significativa, com os contratos para julho subindo 3,79%, alcançando o preço de 82,20 centavos por libra-peso. Pery Pedro, consultor do setor, atribui a alta à valorização do petróleo e às condições de chuvas escassas nas áreas produtoras dos Estados Unidos.

Situação do Suco de Laranja e Açúcar

O preço do suco de laranja concentrado (FCOJ) se manteve elevado, com os contratos de maio subindo 3,17% para US$ 1,9025 por libra-peso. Por outro lado, os contratos de açúcar demerara para julho fecharam com uma baixa de 1,08%, a 14,61 centavos por libra-peso, em meio a um movimento de realização de lucros após uma alta de 3,79% na sessão anterior.

Perspectivas para o Café

Os preços do café continuam a sofrer uma tendência de queda na bolsa, com os contratos para julho registrando uma baixa de 1,77%, estabelecendo-se em US$ 2,8555 por libra-peso. As expectativas de uma safra brasileira favorável no ciclo 2026/27 continuam a impactar negativamente os preços do grão.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de mercado-financeiro