Crédito do Plano Safra 2025/26 cai 5% e impacta investimentos agrícolas
Montante de R$ 433 bilhões é destinado aos médios e grandes produtores

O total de crédito destinado ao Plano Safra 2025/26, entre julho do ano passado e maio deste ano, alcançou a marca de R$ 433 bilhões, representando uma diminuição de 5% em comparação aos R$ 458,1 bilhões do ciclo anterior. Esse levantamento foi realizado pelo Departamento de Financiamento (Defin) do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Queda nos financiamentos para custeio
O relatório também destaca uma queda nos financiamentos voltados ao custeio agrícola, totalizando R$ 137,5 bilhões, o que representa uma redução de 13% em relação aos R$ 157,9 bilhões do mesmo período da safra anterior. No entanto, os médios produtores experimentaram um incremento nos empréstimos via programa Pronamp, somando R$ 51,7 bilhões, um aumento de 8,7% em comparação ao ciclo anterior.
✨ A Cédula de Produto Rural (CPR) se tornou o principal meio de financiamento, contabilizando R$ 185,2 bilhões, que corresponde a 42,8% do total do Plano Safra.
Investimentos em queda
No segmento de investimentos, houve um recuo significativo de 28,1%, com desembolsos de R$ 46,1 bilhões até o final de maio, comparado a R$ 64,1 bilhões no ano anterior. Essa redução é atribuída à cautela dos produtores em um cenário de altas taxas de juros e expectativas de diminuição da Selic.
Contexto
O ministério salienta que a queda nos investimentos está ligada à demanda por crédito e não à disponibilidade de recursos. Além disso, fatores como instabilidade econômica internacional, aumento da inadimplência e riscos climáticos têm impactado o setor.
Desempenho nas operações de comercialização
Os recursos destinados às operações de comercialização também apresentaram uma queda expressiva de 26,9%, totalizando R$ 32,8 bilhões durante o período. O número de contratos firmados na safra também indicou uma redução generalizada, especialmente nas categorias de custeio e investimento.
Aumento na industrialização
Contrapondo a tendência de queda, os desembolsos para industrialização cresceram significativamente, com um aumento de 59,5%, alcançando quase R$ 31,5 bilhões. Esse crescimento é atribuído ao aumento da capacidade de processamento e valorização dos produtos agropecuários, com a colaboração das cooperativas.
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