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Agronegócio
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Crescimento da safra de café no Brasil não deve reduzir pressão de preços

Expectativa de aumento na produção enfrenta um cenário incerto

Giovani Ferreira21 de maio de 2026 às 05:10
Crescimento da safra de café no Brasil não deve reduzir pressão de preços

A safra de café do Brasil deve registrar um crescimento neste ano, porém não será suficiente para equilibrar a disparidade entre oferta e demanda global, avaliam especialistas do setor durante o Seminário Internacional do Café, realizado em Santos (SP).

Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA), destacou a incerteza do cenário atual, marcado por mudanças climáticas e crises geopolíticas, o que complica a previsão dos próximos passos no mercado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve divulgar novas estimativas para a produção de café nesta quinta-feira, após projetar anteriormente uma colheita de 66,1 milhões de sacas, aumento de 17,1% em relação a 2025. Consultorias privadas sugerem que a produção pode superar 70 milhões de sacas, o que pode pressionar os preços nas bolsas internacionais.

Os preços do café estão em alta volatilidade, com quedas observadas nas cotações da Bolsa de Nova York;

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para julho encerrou com uma queda de 0,68%, a US$ 2,6830 por libra-peso, e acumula uma desvalorização de 6,74% em um mês. Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, ressaltou a necessidade de produzir 70 milhões de sacas para manter a competitividade do Brasil no mercado.

Pavel Cardoso, presidente da Abic, mencionou as tensões no setor, indicando incertezas entre compradores e vendedores, devido à volatilidade. A indústria de café enfrenta desafios logísticos que podem afetar a rentabilidade, principalmente com o aumento dos custos de transporte.

Desafios no Comércio

Os exportadores de café enfrentaram em 2025 custos adicionais de R$ 66,1 milhões devido a ineficiências nos portos, o que pode se agravar no segundo semestre sob maiores volumes de embarque.

Com a crise no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, expressou preocupação sobre o impacto desses fatores no comércio exterior do café.

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