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Agronegócio
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Etanol e açúcar têm quedas acentuadas na abertura da safra 2026

Preços refletem incertezas no setor sucroenergético

Camila Souza Ramos05 de maio de 2026 às 09:35
Etanol e açúcar têm quedas acentuadas na abertura da safra 2026

Os preços do etanol hidratado e do açúcar registraram quedas significativas no final de abril, marcando o início da safra de cana-de-açúcar 2026/27, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Este movimento evidencia a incerteza prevalente no setor sucroenergético.

Desempenho do Etanol

Entre os dias 27 e 30 de abril, o indicador Cepea/Esalq para o etanol foi de R$ 2,3158 o litro, representando uma diminuição de 5,52% em relação à semana anterior. Essa média mensal é a mais baixa desde junho de 2024, descontando a inflação, devido ao aumento da oferta, impulsionada pelo avanço na moagem da cana, que foi acelerado pela escassez de chuvas.

O volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas de São Paulo aumentou 75,1% em comparação ao mês anterior.

Mercado de Açúcar

No que diz respeito ao açúcar, a liquidez do mercado permaneceu baixa na última semana de abril, com preços relativamente firmes para o açúcar cristal. Apesar do afastamento dos compradores, na esperança de novas quedas, os preços não diminuíram como esperado. No entanto, a cotação do açúcar cristal branco no final do mês foi de R$ 97,91 por saca de 50 quilos, refletindo uma queda de 7,16% em abril.

No início de maio, a cotação do açúcar estava levemente reduzida em R$ 97,83 a saca. A diminuição no volume negociado sugere que os vendedores estão relutantes em reduzir o preço, além de que a presença de açúcares mais escuros nas transações indica que a safra 2026/27 ainda não atingiu sua plena capacidade, limitando a oferta de açúcar de melhor qualidade.

Cenário Global

Enquanto isso, os preços do açúcar na Bolsa de Nova York subiram na semana passada, e caso essa tendência persista, os preços internos podem experimentar uma recuperação nas próximas semanas. A alta se deve, principalmente, ao aumento nos preços do petróleo, que encarece os custos de energia globalmente.

Pesquisadores do Cepea alertam que, com o aumento nos preços do petróleo e da energia, as usinas podem priorizar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar, afetando assim a oferta deste último.

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