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Agronegócio
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Crescimento das exportações de perus no Paraná supera 34% em 2026

Setor avícola apresenta resultados históricos e recupera preços

Carlos Silva11 de maio de 2026 às 10:15
Crescimento das exportações de perus no Paraná supera 34% em 2026

O setor de perus no Paraná culminou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho notável, com um crescimento de 34,1% nas exportações em comparação com o ano anterior.

O volume total exportado atingiu 3.879 toneladas, gerando uma receita de US$ 18,432 milhões, representando um aumento da ordem de 199,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse desempenho histórico impulsionou a receita nacional do setor, que cresceu 124,6%.

O aumento do preço médio da carne in natura, que alcançou US$ 3.994,94 por tonelada, também contribuiu para esses resultados positivos.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), os estados do Sul, incluindo o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, observaram aumentos em suas exportações de carne de peru, com taxas de crescimento de 34,1%, 15,7% e 4,7%, respectivamente.

Os principais mercados de destino para as exportações brasileiras na carne de peru foram México, Chile, África do Sul, Peru e Guiné Equatorial.

Recuperação na avicultura e desafios geopolíticos

Em abril, a avicultura de corte paranaense apresentou sinais de recuperação, com o preço médio do frango vivo subindo para R$ 4,62/kg, uma leve alta de 0,7% em relação ao mês anterior.

Entretanto, a instabilidade geopolítica no Oriente Médio continua a impactar os custos do setor, exigindo atenção constante.

Situação do milho e produção de tangerinas

A segunda safra de milho para 2025/26 mostrou sinais de estabilização após as chuvas no final de abril, com 84% das lavouras em boas condições e 44% da produção na fase crítica de frutificação.

O preço médio do milho ficou em R$ 53,50 por saca de 60 kg, apresentando um leve aumento mensal de 0,6%.

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Essas chuvas chegaram em um momento muito positivo para o campo

Edmar Gervasio, analista do Deral.

No setor de fruticultura, o Paraná se consolidou como o quarto maior produtor de tangerinas do Brasil, com um aumento de 22,1% na colheita em 2024, totalizando 115,4 mil toneladas.

Os preços das tangerinas caíram no varejo, de R$ 10,00/kg no início do ano para R$ 8,35 em abril, enquanto no atacado, a caixa de 20 kg da variedade Ponkan era vendida entre R$ 35,00 e R$ 40,00 na Ceasa de Curitiba.

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