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Agronegócio
2 min de leitura

Cultivo de canola no Rio Grande do Sul quase dobra em 2026

Expansão da cultura responde a melhores preços e menores custos.

João Pereira01 de junho de 2026 às 20:10
Cultivo de canola no Rio Grande do Sul quase dobra em 2026

A área destinada ao cultivo de canola no Rio Grande do Sul deve crescer de maneira significativa nesta safra, alcançando 380.000 hectares, quase o dobro dos 215.000 hectares cultivados anteriormente.

Esse aumento se deve a uma combinação de fatores, como a diminuição do plantio de trigo, uma melhor valorização da canola no mercado e custos de implantação reduzidos.

Razões para o Crescimento

  • 1Redução na área plantada com trigo
  • 2Valorização dos preços da canola
  • 3Menores custos de implantação

Conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Brascanola), o Rio Grande do Sul se destaca como o principal estado produtor deste tipo de oleaginosa, com cerca de 20.000 hectares de cultivo também em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Expectativas dos Produtores

Os agricultores estão otimistas com a colheita, uma vez que a canola tem se mostrado uma alternativa eficaz na rotação de culturas. O custo médio para implantar canola varia de 15 a 18 sacas por hectare, em contraposição ao trigo, que chega a 45 sacas por hectare.

Mercado e Preços

Atualmente, a canola é comercializada a um preço médio de R$ 130 por saca de 60 kg, enquanto o trigo está em torno de R$ 70 por saca, favorecendo a escolha dos produtores pela canola, devido à estabilidade do mercado.

Desafios Enfrentados

Apesar do crescimento, os produtores enfrentam alguns desafios, como a umidade excessiva nos campos, que tem atrasado o processo de semeadura. Além disso, a cultura de carinata, destinada à produção de biocombustível de aviação, deve expandir de 9.000 hectares na última safra para aproximadamente 20.000 hectares nesta.

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