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Agronegócio
2 min de leitura

Soja tem preços firmes no Brasil e alta mista em Chicago

Mercado é impactado por clima, petróleo e ritmo das exportações

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 07:40
Soja tem preços firmes no Brasil e alta mista em Chicago

Na última quinta-feira, o mercado da soja no Brasil se destacou por suas cotações firmes, enquanto em Chicago o desempenho foi misto, influenciado por diversos fatores, incluindo a alta do petróleo e as alterações climáticas.

Desempenho em Chicago

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram ganhos modestos nos vencimentos mais próximos, enquanto o farelo teve um recuo e o óleo apresentou crescimento. O contrato de agosto subiu 0,36%, alcançando US$ 12,3750 por bushel, enquanto o de setembro registrou um aumento de 0,41%, para US$ 12,31.

Os preços da soja no Brasil foram sustentados por diversos fatores regionais e internacionais.

Influência do Petróleo e Clima

A alta nos preços do petróleo, que foi pressionada pelos conflitos no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz, trouxe suporte aos preços da soja. Em contrapartida, as condições climáticas nos Estados Unidos, marcadas por altas temperaturas e secas em 18% da área do Meio-Oeste, geraram preocupações sobre a nova safra.

Exportações e Preços no Brasil

As vendas externas da soja referentes à safra 2025/26 totalizaram 56,4 mil toneladas, uma queda significativa de 70% em relação à semana anterior. Para a safra 2026/27, os compromissos somaram 1,54 milhão de toneladas, sendo que mais de 1 milhão foi adquirido pela China.

No Brasil, os preços da soja se mantiveram altos em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, a retenção dos produtores e a oferta reduzida impactaram os preços, que chegaram a R$ 147 por saca no porto de Rio Grande. Em Santa Catarina, o preço se manteve na mesma faixa, enquanto no Paraná, os preços também variaram em torno de R$ 147, impulsionados pela demanda de exportação e subsídios ao diesel.

No entanto, Mato Grosso do Sul observou um mercado mais cadenciado, preocupado com uma queda de 21% no crédito rural, com preços situando-se entre R$ 126 e R$ 129. Em Mato Grosso, embora as cotações tenham se mostrado firmes, a perspectiva de um aumento de 3,35% nos custos da próxima safra gerou cautela entre os produtores.

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