Cultura de cevada no Rio Grande do Sul deve cair mais de 30% em 2026
Produtores enfrentam riscos climáticos e desmotivação no plantio

A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deve apresentar uma queda superior a 30% na safra de 2026, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (3). Essa redução ocorre em um contexto em que agricultores reavaliam os riscos climáticos para o próximo ciclo.
Segundo a Emater/RS-Ascar, o receio com possíveis efeitos do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera tem impactado a decisão dos produtores, resultando em menos interesse pelo cultivo, mesmo com a oferta de contratos atrativos oferecidos pela indústria cervejeira.
✨ Mesmo com a expectativa de diminuição, as lavouras já em desenvolvimento estão apresentando um bom rendimento.
As condições climáticas iniciais são consideradas satisfatórias, com boa emergência das plantas e crescimento vegetativo dentro do esperado. O levantamento sobre a área total destinada à cevada em 2026 ainda está em andamento pela Emater/RS-Ascar.
Dados da Safra Anterior
Na safra do ano passado, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares, com uma produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
Na região de Erechim, que é o principal polo produtor, a expectativa é que a área plantada em 2026 fique abaixo de 6 mil hectares, representando uma diminuição superior a 35% em relação à safra anterior. Essa tendência reflete a preocupação dos agricultores diante das incertezas climáticas.
No cenário de mercado, o preço da cevada destinada à indústria de malte está em torno de R$ 80,00 a saca de 60 quilos na região de Erechim, segundo a Emater/RS-Ascar.
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